Craque da vitória do Botafogo por 2 a 0 sobre o Bangu, Santí Rodríguez abriu o marcador em gol de falta, no primeiro tempo. Além do gol, o uruguaio destacou a evolução coletiva, a dinâmica de jogo e o ambiente interno positivo em meio a um início de temporada cercado por problemas econômicos na SAF.
Gol de falta, protagonismo e leitura de jogo
Apesar de decisivo no placar, Santi tratou o gol com bom humor. O meia-atacante admitiu que a finalização não saiu como planejado, mas valorizou o peso do feito.
“O gol foi um pouco feio, o goleiro ajudou um pouco [risos]. Não deu para comemorar muito, mas ajudou a começar a vitória”, disse.
Mais do que o gol, o uruguaio destacou a forma como o Botafogo tem jogado, ressaltando a aproximação entre os setores e os movimentos coordenados da equipe, pontos considerados-chave na proposta do novo treinador.
“Gosto de como estamos jogando, como estamos nos juntando no jogo curto, os movimentos que faz o time”, completou.

Dinâmica coletiva e sinais de evolução com Anselmi
A leitura de Santi Rodríguez expõe um aspecto que a comissão técnica tenta acelerar: a construção de uma identidade clara, baseada em jogo apoiado, intensidade e ocupação racional dos espaços. Segundo o jogador, o grupo ainda está em processo de ajuste, mas já percebe ganhos evidentes.
“Temos que continuar procurando essa dinâmica para que saia naturalmente”, afirmou.
Em um cenário de pressão externa, protestos da torcida e restrições no mercado, a consolidação desse modelo passa a ser ainda mais estratégica para reduzir riscos esportivos ao longo da temporada.
Bola parada, confiança e bastidores do lance
Santi também detalhou a batida da falta, revelando que seguiu uma orientação antiga de atacar o lado do goleiro. Mesmo reconhecendo falha na execução, destacou o aprendizado e a confiança para repetir o gesto técnico.
“Talvez não tenha sido bem executado, mas foi gol, e isso é o importante”, disse, sorrindo.
O uruguaio ainda brincou ao citar Alex Telles, cobrador habitual de bolas paradas, admitindo que teve espaço para bater justamente pela ausência do capitão no lance.
“Tive sorte que o Alex não estava, senão ele bateria”, comentou.
Energia interna e reflexos para a temporada
Ao final, Santi Rodríguez fez questão de destacar o clima interno e a sensação de crescimento do grupo, ponto sensível em um momento de instabilidade administrativa e cobranças externas.
“Há uma energia muito boa no clube e acho que vai ser um ano muito bom”, concluiu.
A atuação do uruguaio reforça a percepção de que, mesmo diante de limitações estruturais, o Botafogo começa a encontrar respostas técnicas e emocionais dentro de campo, algo fundamental para sustentar competitividade enquanto o clube tenta resolver pendências fora das quatro linhas.





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