Sem resistência do Botafogo associativo, John Textor indicou que a primeira etapa do aporte-empréstimo, estimado em cerca de US$ 50 milhões, deve ser concluída até quinta, 5, com o objetivo de encerrar o transfer ban que impede o clube de registrar novos jogadores. As informações são do jornalista Bernardo Gentile, no canal “Arena Alvinegra”.
A parcela inicial, já separada em conta específica para a operação, gira em torno de US$ 28 milhões (aproximadamente R$ 146 milhões). O valor restante, perto de US$ 25 milhões (R$ 131 milhões), seria liberado em seguida, dentro de um prazo curto. A efetivação do depósito depende apenas da assinatura do contrato.
Na segunda, 2, Textor participou de uma reunião com João Paulo Magalhães Lins, presidente do clube social, além dos dois grupos investidores envolvidos no aporte: GDA Luma Capital e Hutton Capital. A reunião serviu para alinhar os termos finais da estrutura financeira que sustenta a injeção de recursos.
Mesmo sem concordar integralmente com todas as condições, o associativo — que mantém 10% de participação na SAF — não pretende barrar o acordo. Internamente, a avaliação é que não há alternativa imediata para enfrentar as pendências mais urgentes. Essa posição independe do resultado da auditoria conduzida pelo Banco BTG, que ainda não teria sido concluída.
Nos bastidores, a direção trabalha em uma engenharia para evitar que o clube arque com os juros elevados previstos no modelo atual do empréstimo. A estratégia discutida envolve a possibilidade de os investidores assumirem posição de parceiros acionários e, ao mesmo tempo, se tornarem credores da Ares Management, o que abriria margem para reestruturação das condições financeiras.
– Hoje os termos são esses, desse empréstimo com juros mais altos. O Botafogo hoje não tem crédito na praça, e para conseguir qualquer dinheiro tem que ser assim. Existe uma solução nos bastidores para que o Botafogo não chegue a esse ponto de pagar esses juros, caso não consiga pagar o empréstimo – explicou Gentile.
Em meio às negociações, a permanência de Thairo Arruda como CEO da SAF ganhou força. Após um período de desgaste e divergências públicas com Textor, a tendência atual é de manutenção do executivo no cargo.





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