Próximo a subir, Caio Alexandre sonha em estrear no profissional do Botafogo

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Caio Alexandre Botafogo
Foto: Vitor Silva/Botafogo

Depois de promover as subidas do lateral Lucas Barros e do meia-atacante Rhuan, o técnico Eduardo Barroca não esconde que o volante Caio Alexandre é próximo jogador do Sub-20 do Botafogo a integrar o elenco profissional.

Segundo Barroca, a promoção ainda não aconteceu por causa da concorrência na posição no time de cima.

— Ele vai subir, mas nesse momento ele está jogando o Brasileiro Sub-20 como capitão da equipe. Inclusive, eu fui assistir ao jogo contra o São Paulo. Assisto todos os jogos por vídeo e tive a oportunidade de ver in loco esse último. Não adianta eu trazê-lo e tirar dele a oportunidade de estar jogando. Se ele vier, em um primeiro momento não estará envolvido com o jogo, como Lucas Barros e Rhuan. O Caio está aproveitando esse final de sub-20, jogando jogos bons. No momento em que eu entender que ele terá a oportunidade de ser envolvido em jogos, ele vai subir. Ele está ciente, estamos fazendo com lógica — afirmou o treinador.

Caio Alexandre Botafogo
Foto: Vitor Silva/Botafogo.

Aos 20 anos e no Botafogo desde 2014, Caio Alexandre não esconde a satisfação de ser lembrado pelo comandante. O volante, inclusive, tem participado de alguns treinos de integração com os profissionais nesta temporada.

Confira a entrevista exclusiva com o volante capitão do Botafogo Sub-20, feita com perguntas enviadas por vocês:

Como forma de se apresentar à torcida, fale um pouco da sua história com o Botafogo. Você é muito identificado desde cedo e é visto acompanhando outros esportes do Clube. Como foi seu início no Alvinegro?

— Sou um meio campo de bom passe, intenso, que gosta de chegar à frente. Mas ajudo também na marcação. Prezo muito pelo coletivo e pelo Botafogo, que tem que estar sempre buscando os títulos. Também sou um grande fã de basquete. Então, sempre que tem um jogo do Botafogo no NBB eu gosto de estar em General Severiano assistindo.

Quais são suas referências na posição — no Brasil e fora?

— Toni Kroos, Luka Modrić e Sergio Busquets. Admiro muito e sempre que está passando jogo na televisão, paro para admitir. São grandes jogadores que só de ver já podem contribuir muito para quem joga na posição. Sou grande admirador do futebol do Michael e Matheus Henrique, do Grêmio. São jogadores de muita qualidade. Michael tem um passe muito bom, com uma visão tremenda. O Matheus tem dinâmica.

Barroca tem deixado claro durante as entrevistas que você é o próximo jogador a subir para o profissional. Como você lida com essa expectativa? Muita ansiedade?

— Busco trabalhar todos os dias muito forte para aguardar minha oportunidade. Se você se entrega pelo seu sonho, fica cada dia mais perto do seu objetivo. É esperar. O tempo que vai dizer. Lógico que a gente tem essa vontade de atuar no profissional. É tudo que eu mais quero.

Em entrevista recente ao Thiago Franklin, o Diretor da Base Manoel renha expôs a dificuldade pela qual passa a base, como falta de suplementação, por exemplo. Agora que você está ciente que será integrado ao profissional, existe alguma orientação para que você faça algum trabalho específico, muscular ou técnico?

— Desde que eu cheguei ao Clube, tive todo suporte para minha evolução. Hoje sou completamente diferente. Atingi um nível de trabalho muito bom, com grandes profissionais que têm no clube, desde preparação física, departamento médico e fisiologia. Eles buscam que a gente sempre esteja na excelência, porque eles têm conteúdos fantásticos que passam para nós e assim a gente consegue desenvolver muito bem, independente das dificuldades.

Quando estava no Corinthians, Barroca chegou a envolver seu nome em uma possível negociação entre as equipes, mas não houve avanço. Pode falar um pouco sobre esta transação?

— Fico muito feliz pela valorização do nosso trabalho. Mas em nenhum momento eu perdi o foco, sempre cresci dentro do Botafogo e isso me tornou cada vez mais uma pessoa melhor, um ser humano melhor, um atleta melhor. Cresci no clube pelo qual tenho enorme gratidão e sonho de estrear pelo profissional. Se Deus quiser, vai acontecer!

Qual a importância de trabalhar com um treinador que já conhece seu futebol?

— Sempre bom. Tive dois anos e meio de experiência com Barroca no Sub-20. Foi muito bom para mim. Ele é um grande treinador, passa sempre coisas boas para nós. Aprendi muito com ele, é sempre bom atuar com quem já conhece seu futebol. Mas agora é ter dedicação nos treinamentos para atingir o objetivo de estrear pelo profissional, que é meu maior sonho.

Ainda pela equipe Sub-20, Caio Alexandre volta a campo hoje, contra o Fluminense, às 15h, nas Laranjeiras, pelo Campeonato Brasileiro da categoria.

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Sobre Diego Mesquita 1552 Artigos
Botafoguense, 36 anos. Formado em Jornalismo pela FACHA (RJ), trabalhou como assessor de imprensa do Botafogo F.R em 2010. Hoje, é setorista independente.

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