Narrador da getv, Jorge Iggor fez uma longa análise do Botafogo após a derrota para o Barcelona e eliminação precoce do Alvinegro na Libertadores. O jornalista pontuou o planejamento errado da equipe mais uma vez e cobrou protestos contra John Textor.
— O Botafogo não tem goleiro. Botafogo está vivendo… como diz Vanderlei Nogueira, monstro do jornalismo esportivo, usa esse termo, o outrismo. Botafogo está vivendo com o seu goleiro o outrismo. Como ninguém serve, quando um tá jogando, você sempre fica achando que o outro é melhor. Aí esse outro quando entra mostra que não é melhor. Aí você fica querendo o outro e você não sai desse círculo. Ontem, meu amigo, um goleiro de nível mais alto, de nível elite, de nível série A do Campeonato Brasileiro, pega uma bola como aquela. Não adianta. O Botafogo não tem goleiro confiável – iniciou para avaliar Anselmi.
Anselmi
— E aí temos que falar do Anselmi. O Anselmi tem uma predileção pelo sistema de três zagueiros, né? Ele gosta. Só que, Anselmi, você não tem zagueiro suficiente no elenco para fazer isso em quantidade. Tô falando só de qualidade agora não. A não ser que você queira contar com o Justino, que é super jovem, com o Ítalo, que é menino também, é garoto ainda, mas não tem zagueiro. E enquanto essas peças não chegarem, você vai precisar adaptar a tua maneira de jogar. Não adianta você ficar insistindo, porque aí é Newton fazendo papel de zagueiro, Ponte fazendo papel de zagueiro. São confiáveis. Aí é o Vitinho formando linha de três zagueiros no jogo contra o Flamengo. Por quê? Porque não tem zagueiro suficiente. Ele quer jogar num sistema sem ter jogadores numericamente suficientes para isso.
— O Anselmi então tem a sua teimosia, tem a sua parcela de responsabilidade, tem, mas olha o que dão pro cara. O cara não tem goleiro, o lateral esquerdo não tem sombra. Qual é a sombra pro Alex Teres? E nem acho que foi mal ontem, não. Acho que correu também, tentou, errou alguns cruzamentos, consagrouiras algumas vezes, cruzamentos nas mãos do goleiro, mas o goleiro do Barcelona também teve méritos, também teve uma noite muito boa, mas não tem goleiro, não tem zagueiro suficiente para jogar do jeito que ele quer jogar, não tem sombra na lateral esquerda pro titular, volante confiável só tem o Danilo, não tem centroavante.
Arthur Cabral x Matheus Martins
— O Artur Cabral hoje em 2026, início da temporada, é banco para um jogador que não sabe fazer gol. Olha isso. Olha aí. Tem gente que quer dizer que a culpa não é do Textor. O cara tem um centroavante que não consegue andar, né, em termos de movimentação, de ritmo, de intensidade, de briga. Não consegue. Não consegue e é barrado e perde a vaga para um nove que tem alergia ao gol, que é o Mateus Martins, que nem 9 é, que não consegue, não sabe fazer gol.
Sem protestos contra Textor
— Você vê pouquíssimos protestos contra o Textor. Até já vi um ou outro, faixa, coisa na porta e tal, mas você vê poucos protestos contra o cara que é responsável direto pelo que tá acontecendo. Vamos cobrar o cara, irmão. Vamos cobrar o cara. O Botafogo contra o Nacional Potos ficou uma bola na trave de ter que disputar os pênaltis contra um time bizarramente ruim, que é o Nacional Potosi, contra, sei lá, a oitava força do futebol boliviano.
O próximo jogo do Botafogo é o clássico contra o Flamengo, sábado, 14, às 20h30 (de Brasília), pelo Campeonato Brasileiro.





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