Em entrevista coletiva após a vitória do Botafogo sobre o Mirassol por 3 a 2, o interino Rodrigo Bellão analisou o resultado no Nilton Santos que tirou o time do Z4.
— Extremamente feliz pela vitória. Tenho dito que a vitória vai conseguir trazer confiança pra gente. Este talvez seja um dos maiores aprendizados nestes 20 anos de carreira que tenho. Conseguimos competir bem, o resultado veio, o gol veio. Extremamente feliz pela oportunidade que estou tendo. Ter alguns meninos conosco, poder dar oportunidade para o Justino, é uma cereja do bolo. Me deixa mais feliz ainda – iniciou.

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Ajustes
— Os números estão aí em relação a gols sofridos. É uma questão que tento trabalhar bastante a consistência defensiva. Não posso dizer algo em relação à falta de comprometimento. Não, são questões de ajustes. A equipe não defende mal, mas a falta de resultado vai gerando uma bola de neve que leva a isso. É importante conseguir manter uma consistência defensiva para dar um passo de cada vez. É este ponto que estou tentando desenvolver aqui.
Aspectos defensivos
— Sou um treinador que pensa um jogo também defensivamente. Quem acompanha minhas equipes talvez enxergue isso também. Vejo que o futebol moderno o pessoal deixa de lado. E aí acho que a gente olha muito para o jogador. Nós não podemos deixar de formar jogadores com qualidade defensiva. E para mim o Justino é um exemplo desse. Acho que a gente tem buscado alguns ajustes coletivos, tem muita questão de detalhe coletivo. Acho que estamos tentando ajustar. Temos muito bons defensores e talvez pelo momento que o clube está passando essa confiança vai caindo defensivamente. A vitória é importante para trazer importância no aspecto geral.
Extracampo refletindo no campo
— A gente tem dito bastante internamente que… eu sou uma pessoa que tento trabalhar em cima do que eu controlo. Lógico que no futebol existe o interno e externo, mas o que me compete eu foco na minha missão. Sou muito centrado. Dentro disso, temos jogadores vencedores a nível mundial. Eu já passei por momentos parecidos em outros clubes. O momento geral gera instabilidade emocional dentro de campo. Isso acaba afetando ofensiva e defensivamente. Esperamos que as vitórias tragam mais estabilidade emocional para nós. Parece que neste momento as coisas não estão funcionando. Estamos trabalhando nisso e a equipe tem conseguido competir. Os jogadores estão se dedicando demais.
Gol de atacantes
— Fico muito feliz pela atuação deles [Júnior Santos e Arthur Cabral]. As pessoas querem que a gente troque. Tem um ser humano ali, cara, que também precisa de apoio. É importante também perceber o quanto o grupo passa de apoio. Fico feliz de vê-los performar melhor. Todos juntos vão fazer o time se desenvolver melhor.
Jogo reativo
— Gosto de enxergar um jogo curto e um jogo longo. Faz parte do futebol isso. Contra o Athletico-PR também tentamos construir. Tivemos duas chegadas antes de levar o gol. Não conseguimos finalizar do jeito que gostaríamos. É conseguir fazer a alternância entre o curto e o longo. A ideia portanto é encaixar as peças com a estratégia que nós temos. Então fico feliz que conseguimos cumprir com o plano de jogo que montamos hoje.
Medina e Montoro podem jogar juntos?
— Certamente eles conseguem jogar juntos, sim. O Medina tem muita versatilidade, já foi 5 no Boca Juniors. E o Montoro tem a característica de ser 10, de jogar pelos lados, nas pontas. Agora temos que olhar do lado ofensivo e defensivo também. Depende do adversário para ver se dá para casar.
Futuro com a chegada do novo treinador
— Eu já vivi diversas situações no futebol. Estou muito feliz aqui no Botafogo sendo treinador do sub-20 ou integrando uma eventual equipe profissional. Claro que tenho ambição de ser participativo, mas se eu puder ser colaborativo no 20 vai ser ótimo para mim. Enfim, onde a diretoria achar que posso ser mais útil vou estar muito feliz.
Clássico contra o Vasco
— Já tenho a confirmação de que faço o jogo contra o Vasco. Mas a partir de agora, vou dormir e acordar para começar a pensar no Vasco [risos]. Amanhã às 6h da manhã já estarei no CT trabalhando.
Como é trabalhar com Júnior Santos?
— Especial poder trabalhar com pessoas vencedoras ao seu lado. Trabalhar com Carli é especial, temos uma relação muito boa. O Júnior Santos é sensacional, querido por todas as pessoas no Botafogo. Por isso que a torcida gosta muito dele. Todos os jogadores que temos são pessoas de muita honestidade. Isso está sendo muito importante, esse convívio, conversar olho no olho e ver que eles são de verdade. Está sendo muito especial.
Relação com os jogadores
— Responsabilidade é grande no futebol. Mas a criação de vínculo acaba surgindo pelas pessoas verem o quanto você e dedica. Então acho que esse carinho que os jogadores tiveram comigo é algo especial que estou levando dessa experiência que estou tendo. Quando há uma retribuição como essa, é algo especial. Na base os meninos também me abraçam muito. O meu trabalho no dia a dia é enxergar um pouco além do jogador.
O próximo jogo do Botafogo é contra o Vasco, sábado, 4, às 21h (de Brasília), em São Januário, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro.












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