O título da Libertadores mudou a forma como a torcida olha para aquele elenco do Botafogo. Além da memória da final contra o Atlético-MG, dos gols decisivos e das saídas que movimentaram o mercado, muitos alvinegros passaram a acompanhar o desempenho dos ex-jogadores, a valorização do grupo e a maneira como o futebol transforma força de elenco, fase recente, mando de campo e histórico de decisão em expectativa. Nesse tipo de leitura, odds de futebol funcionam como um termômetro para comparar favoritismo e perceber como o mercado reage a notícias, escalação, transferências e jogos grandes. Por isso, o peso daquele time campeão ainda influencia nas projeções sobre o Fogão e ajuda a explicar por que a torcida segue atenta ao valor esportivo de quem saiu e de quem ficou.
A conquista continental entrou para a história porque juntou drama, qualidade e uma final improvável. O Botafogo superou a expulsão logo no começo da decisão, bateu o Atlético-MG por 3 a 1 em Buenos Aires e transformou vários nomes daquele elenco em personagens permanentes da memória alvinegra.
Passado o auge daquela campanha, a curiosidade natural é saber por onde andam os jogadores que carregaram o time. Alguns viraram ativos internacionais, outros continuaram ligados ao clube, e há quem tenha mudado de camisa sem perder a associação com a temporada mais importante da história recente do Glorioso.
Luiz Henrique e Igor Jesus seguiram para o exterior
Luiz Henrique saiu da Libertadores como um dos símbolos do título. O atacante fez gol na final, desequilibrou jogos grandes e mostrou uma mistura de potência, drible e personalidade que chamou atenção fora do Brasil. Depois da campanha, seguiu para o Zenit, da Rússia, confirmando o salto de mercado que já se desenhava desde as fases decisivas.
Igor Jesus também aproveitou a vitrine. Mesmo quando não era o nome mais midiático do elenco, teve papel importante no sistema ofensivo, oferecendo presença física, pressão na saída rival e movimentos que abriam espaço para os companheiros. O jogador acertou com o Nottingham Forest, na Inglaterra — isso mostra como clubes de ligas mais fortes passaram a ver aquele Botafogo.
Thiago Almada manteve status de estrela
Thiago Almada chegou ao Botafogo com peso de jogador da seleção e sustentou esse status na campanha. O argentino deu ao time controle entrelinhas, passe vertical e capacidade de acelerar ataques sem perder a leitura do jogo. Em uma Libertadores de pressão máxima, essa calma técnica fez diferença.
Depois do título, Almada manteve a rota europeia. Passou pelo Lyon e seguiu valorizado, com status de jogador capaz de decidir em contextos mais exigentes. Para o torcedor botafoguense, ficou a sensação de que sua passagem foi curta, mas intensa: um reforço de impacto que entregou exatamente no recorte mais importante.
A dimensão dessa debandada ajuda a explicar por que a torcida seguiu monitorando cada nome. Um levantamento do Fogo na Rede sobre os jogadores campeões que deixaram o Botafogo mostrou como a taça elevou o valor de mercado do elenco e, ao mesmo tempo, acelerou a reconstrução do grupo alvinegro.
Alex Telles, Savarino e outros nomes ainda têm ligação com o clube
Alex Telles virou uma das figuras mais lembradas daquela decisão porque marcou de pênalti na final e trouxe ao elenco experiência de alto nível. Sua permanência no projeto alvinegro ajudou a manter uma ponte direta entre o time campeão e o Botafogo que tentou seguir competitivo depois da reformulação.
Savarino teve outro tipo de ligação. O venezuelano foi importante pela mobilidade, pela inteligência no último terço e pela capacidade de jogar para o coletivo. Mesmo após mudar de ambiente no futebol brasileiro, continuou preso à lembrança daquele time, como acontece com atletas que participam de uma conquista inédita.
A campanha que mudou o valor do elenco
A Copa Libertadores de 2024 mudou o valor esportivo e comercial daquele elenco. Antes da taça, muitos jogadores eram vistos como boas contratações dentro de um projeto ambicioso. Depois dela, passaram a ser analisados como campeões continentais, com currículo, casca de decisão e capacidade comprovada de jogar sob pressão.
Essa mudança apareceu nas transferências, no interesse do exterior e na forma como a torcida passou a avaliar cada atuação. Um jogador que cresce em semifinal, final ou jogo fora de casa deixa de ser observado apenas pelos números da temporada. Ele passa a carregar um histórico de resposta em uma partida grande.
O próprio registro oficial do Botafogo sobre a conquista reforça o peso simbólico daquela final, com os gols de Luiz Henrique, Alex Telles e Júnior Santos entrando para uma narrativa que mudou o patamar do clube. Foi por isso que aquela Libertadores seguiu influenciando a leitura sobre o Botafogo mesmo depois das saídas: o título virou memória, virou parâmetro de mercado e mudou a régua usada por torcedores e analistas para medir desempenho, favoritismo e futuro do clube.










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