Jornalista especializado em finanças do esporte, Rodrigo Capelo se posicionou sobre o anúncio da SAF Botafogo em um jornal britânico. Segundo ele, o movimento era esperado e tem pouca relevância no dia a dia.
– Quem sou eu para censurar a diversão alheia, mas, se for para falar sério, devo dizer que o primeiro assunto tem pouca relevância no dia a dia prático. A Cork Gully foi nomeada interventora da Eagle Football Holdings, pela Justiça do Reino Unido, para arrumar o que Textor desarrumou. Todos sabíamos disso. Para colocar ordem na bagunça, a interventora deve renegociar valores e prazos com credores e colocar à venda os ativos que o grupo detinha — Botafogo, Lyon e Molenbeek, os clubes de futebol. Todos também sabíamos disso.
– A novidade foi o tal anúncio, publicado na edição da sexta passada (10), no Financial Times. A questão é que o classificado é uma formalidade. A interventora precisa vender ativos, o anúncio serve como aviso ao mercado de que eles estão na prateleira. É o que acontece com toda empresa insolvente na Inglaterra. E a piada pode ter graça, mas está meio mal colocada: quem anunciou foi a Cork Gully, não Textor – defendeu Rodrigo Capelo em sua coluna no Estadão.

Dívida do Botafogo
– O prejuízo ficou próximo de R$ 300 milhões pelo segundo ano consecutivo. A operação é deficitária. A dívida saltou para inacreditável R$ 1,7 bilhão — já desconsiderando valores relacionados à Eagle e ao Lyon, que estão em disputa. R$ 1,7 bilhão é a dívida a pagar agora e nos próximos anos. Vou te falar: com as próprias pernas, a SAF não consegue. Ou alguém põe dinheiro, ou um processo de falência se avizinha – alertou.







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