Técnico do Botafogo, Franclim Carvalho avaliou a derrota, de virada, para o Remo por 2 a 1, no Nilton Santos, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.
— Bons primeiros 25, 30 minutos, depois perdemos o controle do jogo. No intervalo, senti que precisávamos de mais gente por dentro para ligar. Conseguimos ligar, mas não conseguimos agredir o adversário. Fizemos seis ou sete arremates no segundo tempo, mas nenhum na baliza. Depois sofremos dois gols em transição. No segundo tempo, não podemos deixar o jogo partir, por isso colocamos o Allan e o Marçal. Tínhamos que controlar a bola, estávamos em vantagem. Como eu disse, ligamos muito no segundo tempo, mas sem agredir. Sofremos um gol no fim, estamos triste, mas temos que ir para quarta-feira – constatou.
Mais respostas de Franclim
Atual momento
— São duas competições completamente diferentes. Hoje trata-se de uma competição longa. Temos que ter calma, não pode ser euforia e depois tragédia. Nem tudo estava bem, eu frisei isso muitas vezes. Não temos que entrar em pressão ou alarme. Sobre o Remo ser o 20º, não olho tabela. Temos que serenar, ainda há muitos pontos pela frente e sabemos o nosso caminho.
Saída do Medina
— Já respondi a questão. Não tenhas dúvidas que o Allan é muito mais experiente que o Medina, então se o critério for esse, o Medina não joga nunca. O Medina estava bem no jogo, mas precisávamos estancar. O Allan tem essa experiência, essa sensação do jogo, de serenar o jogo.
Insistência em Tucu Corrêa
— Quando olhamos para o jogo, nós conhecemos as características dos atletas. Não os coloco porque gosto mais ou menos desse. Não podemos dividir a equipe de fora para dentro. Estou aqui para tomar decisões, é o meu papel, quem decide sou eu. Quando colocamos o Tucu… o Allan machucou-se, tentamos arriscar naquele momento. Ia colocar o Jordan [Barrera] ou o Tucu. Optei pelo Tucu pela questão da estatura, sinceramente. Paree-me injusto nós falarmos na totalidade de jogos, eu só vou falar para os meus e precisamos falar sobre os minutos. O Tucu comigo só tem 100 e poucos minutos. Não pensem que é fácil um atleta entrar 10, 15 ou 20 minutos e fazer sempre a diferença. Não pensem. Porque se fosse fácil, todos fariam. Obviamente que tem que conquistar o seu espaço, já entrou, já jogou, portanto é uma opção do treinador, apenas isso.
Medina saiu por gestão de minutos?
— Não posso pensar em gestão de minutos quando estou a ganhar por 1 a 0. Nós estamos a sentir que o jogo não está controlado. Nós podíamos ter mais 300 minutos pela frente. Eu tenho que encontrar a forma de controlar o jogo, que nós estávamos a perder. No primeiro tempo tivemos chances de gols. No segundo tempo não senti isso desde o primeiro minuto. Com isso, coloquei dois jogadores experientes para tentar controlar o jogo. O Allan na zona intermédia e o Marçal na esquerda porque eles estavam saindo muitas vezes por ali.
Kadir titular?
— Hoje era o momento. Quarta-feira vamos ver. Gosto das características dele, quer aprender, está disposto. Está vendo muita informação muito rápida, temos que serenar. Ainda está longe de ser um jogador feito. Cria oportunidades por essas características. Tem que ter calma, está crescendo.
O próximo jogo do Botafogo é contra o Racing, quarta, 6, às 21h30 (de Brasília) no Nilton Santos, pela Sul-Americana.







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