Em entrevista exclusiva ao “ge”, o técnico Franclim Carvalho passou a limpo a carreira desde o período como ponta-direita até o Botafogo, o primeiro grande trabalho como treinador. No longo papo, o português elogiou o jogador brasileiro e destacou a personalidade de Matheus Martins.
— O jogador brasileiro tem uma relação única com a bola. Acho que é importante nós não castrarmos isso. Os jogadores sabem que há zonas do campo em que podem arriscar mais que outras. Sabem que se arriscarem três vezes seguidas e perderem a bola, na quarta eu vou dizer para jogarem dois toques em duas vezes seguidas, senão o torcedor começa a fazer muito barulho. Não quero castrar este lado da criatividade, porque acho que o futebol mundial está entrando muito por aí. Isto vem também do trabalho da base. Não quero castrar muito isso, mas há zonas, há regras.
— Não sou um técnico de dizer “não, porque o goleiro tem que jogar com os pés para jogar sempre curto”. O goleiro tem que ser, primeiro, bom com as mãos e fazer o básico com os pés. Se conseguir acrescentar qualquer coisa com os pés, melhor, porque é uma solução diferente, é uma superioridade que nós acrescentamos naquela zona. Mas eu não quero risco.

— Se for no último terço, eu posso falar, por exemplo, do Matheus Martins. É um jogador que em casa costuma ser assobiado (vaiado) na terceira ou quarta ação, porque ele se arrisca muito, perde muitas vezes a bola. Há vezes que eu lhe digo “já perdeu três seguidas, agora joga uma ou duas simples” para voltar a ganhar conforto e confiança. Depois arrisca de novo, porque é um jogador do último terço – concluiu.
Com Matheus Martins, o Botafogo volta a campo contra o Fluminense, neste sábado, 8, às 21h (de Brasília), pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro.









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