John Textor conseguiu uma liminar na Justiça britânica para impedir que a Cork Gully LLP, administradora judicial da Eagle Bidco, venda as ações da SAF Botafogo. A medida, no entanto, não preocupa o Botafogo, que encara a briga com Textor “página virada”.
– Isso é uma briga entre Textor e Corky Gully e no Brasil é Textor x Eagle. Onde está o Botafogo nessa história? Quando a gente foi perguntar para o Botafogo sobre a situação, o Botafogo diz assim: “Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, não confunda alhos com bugalhos”. O Botafogo não está preocupado com absolutamente nenhuma dessas brigas do Textor nesse momento. O Textor está brigando e o Botafogo está assim: “Segue o jogo, estamos de olho na GDA”. Teve até uma brincadeira que um amigo mandou para mim: “O Textor está querendo escolher a cor do quarto, mas o apartamento já foi vendido” – disse Gentile.

– O Textor está brigando se o Botafogo não tiver razão, porque para o Botafogo a situação está definida a partir do momento em que acionou o bônus de subscrição. Naquele momento, e foi algo que já foi aprovado pelo Conselho, o Botafogo entende que Textor, Corky Gully, Eagle, todos esses são página virada. O Botafogo entende que não precisa se preocupar com isso, porque todos eles já deram motivos para a rescisão contratual. A partir do momento que o Botafogo aciona o bônus, que é uma espécie de você rescindir o contrato, esses caras não são mais problemas do Botafogo. O Botafogo não precisa mais se preocupar com eles. O Botafogo pode olhar para frente e negociar diretamente com a GDA – continuou.
– É uma informação de o que acontece dentro dos bastidores do Botafogo. O Botafogo não está preocupado com as vitórias que o Textor teve, seja contra a Eagle aqui na Justiça Brasileira, ou contra a Cork Gully lá na Inglaterra. O Botafogo simplesmente está ignorando toda essa situação, o Textor está brigando lá, é uma coisa que eles vão se resolver entre eles. Sobre o Botafogo, o Botafogo está focado na GDA e esperando a assinatura, que é algo que vai acontecer com o tempo, segundo o Botafogo, só não aconteceu até agora por uma questão burocrática. Essa é a explicação do Botafogo para toda essa situação envolvendo o Textor – completou.

Quem é a GDA Luma?
A GDA Luma é uma gestora especializada em empresas em crise financeira — os chamados ativos “distressed”. Fundada por volta de 2021, administra cerca de US$ 406 milhões e opera com uma equipe enxuta, de aproximadamente 14 profissionais.
Como a GDA Luma atua
O modelo da GDA Luma segue um roteiro bem definido no mercado financeiro.
Primeiro, identifica empresas endividadas, mas com potencial de geração de caixa. Depois, adquire dívidas com desconto relevante, geralmente com garantia. A partir daí, passa a ter influência — ou controle — sobre a operação. É o chamado perfil de “white knight” — aquele investidor que entra em cenários críticos para tentar salvar o ativo.
A partir desse ponto, vem a fase mais sensível: o turnaround — a volta por cima em tradução livre. Corte de custos, ajuste de governança, reestruturação financeira, digitalização de processos. Tudo com um objetivo claro: recuperar valor e, no futuro, vender melhor.
Gabriel de Alba
A sigla GDA vem das iniciais Gabriel de Alba, fundador e sócio-gerente da empresa, executivo com mais de 25 anos de experiência em reestruturações e passagem por mercados como Estados Unidos, Europa e Canadá.
No setor, ganhou um apelido que diz muito: “pit bull dos negócios”. A reputação vem do estilo direto.
De Alba construiu carreira atuando em operações complexas, muitas delas em cenários de recuperação judicial ou quase falência. Tem no currículo casos relevantes, como a reestruturação do Cirque du Soleil e da Gateway Casinos.
Quais empresas a GDA já recuperou?
A GDA Luma tem experiência comprovada em recuperações de empresas distressed via compra de dívidas e turnarounds operacionais liderados por Gabriel de Alba.
Cirque du Soleil
Gabriel de Alba, presidente do conselho, liderou a reestruturação pós-falência durante a pandemia de COVID-19, recapitalizando a companhia canadense de circo e entretenimento que estava à beira do colapso, restaurando operações e estabilidade financeira.
Gateway Casinos & Entertainment
De Alba preside o conselho da operadora de cassinos canadense, recuperada de processo de insolvência via aquisição de dívidas distressed, com foco em otimização operacional e crescimento sustentável.
Frontera Energy
Recuperada quando conhecida como Pacific Rubiales, empresa de exploração de petróleo na Colômbia; De Alba como presidente do conselho implementou reestruturação de dívida e turnaround, estabilizando a companhia.
Pat McGrath Labs
Em 2026, a GDA Luma injetou até US$ 30 milhões via Chapter 11 (US$ 10 milhões DIP financing + US$ 20 milhões pós-emergência), assumindo controle acionário como credor sênior, permitindo recapitalização e continuidade criativa com Pat McGrath como CCO.









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