Com 1 a 0 a favor do Vitória, ainda que aos 28 minutos do primeiro tempo, o técnico Franclim Carvalho sacou o volante Huguinho para dar lugar ao atacante Júnior Santos. A substituição expôs o Botafogo em campo, já que a proteção à defesa ficou a cargo de Medina e Danilo, volantes com vocação mais ofensiva.
Apesar da intenção de Franclim, o Botafogo não ficou mais ofensivo e passou a sofrer defensivamente. O volume ofensivo não resultou num placar mais elástico graças à ineficiência do rubro-negro baiano, que tem dos piores ataques da competição, com 23 gols.
Em participação no programa Rock Bola desta segunda, 17, o comentarista Lopes Maravilha lembrou as escolhas de Franclim Carvalho em Salvador e defendeu a demissão do técnico.
— Tem que ser demitido para ontem, este cara não pode continuar. Ontem, os caras fizeram 1 a 0, ele fez substituições que arregaçaram o Botafogo… pôs Júnior Santos que estava há meses fora, voltando de contusão, ou seja, abriu o time todo. E poderia ter sido muito mais inclusive. O cara não tem mais condição de continuar no Botafogo. Ele é fraco, é ruim – disse.
Internamente, a queda de Franclim Carvalho é dada como iminente e pode ser anunciada ainda nesta segunda. Com isso, o técnico do Sub-20, Rodrigo Bellão assumirá interinamente o comando da equipe até a chegada de um novo profissional para a função. Franclim, vale lembrar, ainda é uma herança da gestão John Textor. Sem o português, a GDA Luma, nova controladora, escolherá o primeiro técnico da nova gestão.
Alheio à pressão
Após Vitória 1×0 Botafogo, o técnico Franclim Carvalho minimizou a pressão que sofre no cargo. Segundo ele, apesar das dificuldades impostas pela goleada sofrida para o Cienciano por 6 a 1, em Cusco, o trabalho continuará.
– Quando nós temos um jogo, uma derrota pesada como tivemos na quinta (6 a 1 para o Cienciano), vocês que estão fora colocam muita coisa em causa. Nós temos que continuar a fazer nosso trabalho. Sabemos que foi um dia muito difícil para nós, botafoguenses. Não era a imagem que a gente queria deixar, sabemos que as condições lá são muito diferentes do que são aqui. Portanto, depois de um resultado daqueles, é normal que vocês coloquem muita coisa em causa. Nós temos que manter o pé no chão e continuar a trabalhar – iniciou.

– O que é preciso fazer? É fazer gol, que era o que nós antes fazíamos sempre, muitos gols. E agora não fizemos. Na quinta-feira passada, só fizemos um. Acho que, obviamente, após o resultado de quinta-feira, o lado emocional não está igual ao que estava na quarta-feira. É normal, porque somos humanos, os jogadores são humanos. Hoje, nós vimos uma resposta da equipe tentando, muitas vezes mais com o coração do que com a cabeça, mais na emoção – frisou.
– Normal, como eu disse, somos humanos, temos sensações, temos sentimentos. Tentamos, não conseguimos fazer gol. O adversário acaba fazendo um gol de pênalti e, depois, como eu disse, o adversário tem mais essa chance. Nós temos as outras duas. O adversário não fez mais nenhum, nós não fizemos nenhum. Portanto, o adversário fez um gol, mereceu ganhar. Parabéns para eles – concluiu.
Veja o gol
O próximo jogo do Botafogo é contra o Cienciano, quinta, 20, às 21h30 (de Brasília), no Nilton Santos, pelo jogo de volta da Sul-Americana.









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