Novo controlador da SAF Botafogo, Gabriel de Alba (o GDA) é alvo frequente de dúvidas sobre sua própria existência física. Aparentemente com um perfil mais discreto que o espalhafatoso e bravateiro John Textor, o empresário mexicano tem pouco registro fotográfico na internet e por isso, não raro, suscita a dúvida do torcedor botafoguense: existe?
Bom, a julgar pelo primeiro ato da sua gestão no futebol do Botafogo, seria melhor se não existisse mesmo. Ou pelo menos que não terceirizasse descaradamente as decisões a João Paulo Magalhães, presidente social, que entende de futebol tanto quanto eu de física quântica.
Nesta terça, 18, como um verdadeiro cadáver adiado na função, o demissionário Franclim Carvalho foi a campo e iniciou a preparação do time no Lonier para o jogo de quinta.
Paralelamente, o departamento de futebol fez suspense, esperou de Alba desembarcar ao Rio, cogitou engolir o técnico até quinta, mas não surpreendeu. À noite, comunicou a decisão de demitir o português. Até aí, nenhuma surpresa.

No mesmo comunicado, porém, o Botafogo anunciou a contratação de três profissionais: Paulo Bonamigo, Ronaldo Torres e Marcelo Salles, o Fera. Generosa, a GDA Luma retirou da aposentadoria Bonamigo (fora do mercado desde 2022, quando dirigiu o Remo) e Ronaldo Torres (ex-Sampaio Corrêa, da Série D, e Inter de Limeira, da Série C).
Curiosamente, os três profissionais foram extremamente elogiados em entrevista concedida há um ano por… João Paulo Magalhães. Nota-se, então, que além de generosa, a GDA também é dada à terceirização do trabalho.
Encurralado e pressionado pela torcida, João Paulo até que tentou justificar — em meio a um desequilíbrio revelador — as “indicações” dos profissionais com os quais trabalhou no inexpressivo Boavista. Segundo o presidente em entrevista nesta quarta, 18, são profissionais “de alto gabarito no mercado”.
Ora, como não?
Não à toa o Botafogo disputou os três a tapa no mercado, né? Comemoremos! Sugiro, inclusive, que cada um tenha um anúncio individual em vídeo e um dia próprio para as coletivas de apresentação. Um de cada vez. O futebol não pode prescindir de ouvi-los.
Resta evidente que o panorama de terra arrasada que John Textor deixou na SAF Botafogo parece ainda mais desalentador após o primeiro ato de Gabriel de Magalhães — ou seria João Paulo de Alba?
Certo é que Gabriel de [I]Alba existe, mas era melhor que não passasse de um algoritmo.









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