Em atualização.
Técnico interino do Botafogo, Rodrigo Bellão lamentou a derrota para o Flamengo por 3 a 0, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. Apesar do resultado, o profissional viu uma “mensagem importante” do time na etapa final do clássico.
— A gente fez um primeiro tempo que tínhamos uma estratégia que acabou nao encaixando tão bem. NO intervalo a gente conseguiu ajustar. No segundo tempo, fomos bem, mas infelizmente acabamos tomando um gol de transição de bola parada. Quando nós estávamos mais próximo de fazer e o terceiro gol também muito no final, mas quando também estávamos produzindo. Acho que o segundo tempo foi uma mensagem muito importante que a gente deixa neste jogo, que é o compromisso que nós aqui do Botafogo temos, o que a nossa equipe tem com a nossa torcida que veio, compareceu e foi importante para termos esse gás, essa energia no segundo tempo – iniciou.
Dificuldades para marcar gol
— Temos que manter uma sequencia do que a gente vem fazendo. Nós tivemos pouco tempo de trabalho, de treino efetivamente. Estamos focando mais nessa parte… temos que olhar para o copo meio cheio. A gente continua criando, produzindo. A gente cria oportunidade, mas são ajustes que a gente precisa melhorar. Agora temos uma semana cheia de fato, então a gente tende a conseguir uma melhora nessa questão.
Falhas no ataque
— Tenho buscado muito esse equilíbrio. Nós temos um dos ataques mais positivos da competição. A hora que a gente conseguir equilibrar o jogo ofensivo com o sistema defensivo… estamos tentando encontrar. É o que estou tentando neste momento. Minutos antes de tomar o primeiro gol a gente faz um gol que é anulado pela arbitragem. Não revi esse lance ainda, mas ainda dava uma equilibrada.
Danilo
— Não vi o que ele falou [autocrítica contra o Cienciano], mas acho que ele vem crescendo a cada partida. Na última partida ele teve um desconforto e acabamos não tendo ele disponível. Hoje, enquanto ele conseguiu acompanhar até o final, ele foi muito bem. Conseguiu criar, ajudou a gente a sair de trás muitas vezes. As chances que a gente saiu de trás e teve controle ele teve participação. Acho que talvez se espera mais da parte decisiva dele no ataque, que é o que ele fez no primeiro semestre. Ele está trabalhando muito isso. Acho que em breve ele vai desempenhar novamente no mais alto nível. Mas foi uma peça importante hoje para nossa criação ofensiva.

Objetivo do Botafogo
— Eu acredito que o Botafogo, enquanto eu estiver aqui, vamos entrar para vencer partidas. Penso sempre um passo de cada vez, não sou de fazer projeções. Se no momento, estamos precisando de vitórias, meu foco é esse, buscar melhorias… não me preocupo com projeção futura ou não. Isso Rodrigo Bellão dizendo. Então o próximo jogo vou trabalhar para ganhar e assim por diante. É uma tabela difícil para gente, os três líderes do campeonato, mas que a gente conseguiu jogar criando nos três jogos. Não faltou no quesito desempenho, mas de fato falta no resultado.
Substituições
— A gente tinha uma estratégia de controlar o jogo fechando o corredor central. Isso era muito importante pela qualidade de jogo que o Flamengo proporciona, então a gente entrou num 5-3-2. Os três meias fecharam o espaço. No final, começamos a não conseguir manter a posse e aí eles acabaram crescendo mais. A partir disso, opto por colocar o Danilo Pereira para termos mais profundidade. É um jogador que faz muita ruptura como segundo atacante. Então optei não sendo ponta, mas um centroavante e um atacante por dentro porque acho que aí a gente conseguiu desequilibrar, tendo os nossos dois médios pelo lado para criar e atacar as costas do lateral.
— Acho que foi esse o sucesso que a gente teve na segunda etapa. Depois, quando coloco o Junior Santos por dentro… eu acho que o Arthur Cabral fez uma partida que ele combateu, criou muito, estava criando chances, mas precisávamos de uma energia final. E o Villalba para manter a linha de 5 tendo um poder mais ofensivo porque ele ia entrar com combustível novo para bater e voltar. Não quis mexer na linha de três para evitar a transição. O segundo gol acabou não sendo uma transição em que a gente está lá montado na frente, mas de bola parada.
Existe trabalho específico para cruzamento?
— Trabalho bastante. Acredito muito numa chegada pelos lados, um jogo pelo lado para depois trazer para dentro. E cruzamento faz muito parte disso. Nós estamos trabalhando muito término de jogada pelos lados. Acho que é questão de tempo para nós conseguirmos melhorar isso. Não é individual, é geral. Podemos melhorar num todo, na dinâmica que eu entendo. Quanto melhor a gente terminar as jogadas pelos lados, acho que a gente vai ter mais efetividade.
Lesão do Alex Telles
— Ainda não tenho atualização do caso.
Tiquinho
— Ainda está se condicionando, está num momento de recondicionamento porque foram muitos meses sem jogar. Estamos trabalhando dia a dia. Tem um plano para ele, mas pode ser mudado a depender da semana.
Gabriel Batista
— O Gabriel é uma opção porque o Warleson ainda está com os pontos, então acho que era uma prudência nossa. Os dois foram contratados para disputar essa vaga. Para mim, eles vão construir essa titularidade ao longo da semana. Optei por manter o Gabriel como goleiro da nossa equipe.
Montoro
— Eu acredito muito nele na função de 10. Tanto que nos jogos contra o Cienciano e Athletico ele jogou por dentro, como um meia. Pela estratégia hoje, característica, dificultou um pouco. Nessa minha culpa, eu não consegui colocar ele para render o que ele mais poderia fazer. Mas acho que era o que o jogo estava pedindo. Eu olho muito para a história que o jogo está contando. Por isso a minha opção por tirá-lo, justamente porque o jogo estava com uma característica que talvez eu não conseguisse tirar o melhor potencial dele. Da mesma maneira que acho que o Danilo Pereira entra nessa função com ruptura. Ele, como segundo atacante, qualificou essa parte e era o que o jogo pedia naquele momento.
Semana livre
— Semana tranquila nunca tem, mas é uma semana cheia de trabalho. Vou ter cinco dias de treino. Para mim, nada melhor do que trabalhar bem e as necessidades que a equipe precisa para a gente conquistar o que precisamos. Não acho que falte algo psicológico, temos profissionais capacitados aqui para fazer este tipo. Temos um trabalho técnico bom, físico bom e mental bom. Quando temos uma semana cheia, conseguimos ajustar situações, respirar mais o nosso jogador e em todas as minhas partidas variei as escalações. Eu acho que todo mundo está tendo muita oportunidade. Alguns jogadores chegaram mais recente e preciso conhecê-los melhor para entender como usá-los.
Gols do jogo
O próximo jogo do Botafogo é contra o Palmeiras, domingo, 6, às 18h30 (de Brasília), 26ª rodada do Campeonato Brasileiro.









Comentários