Perdido ao apresentar o Botafogo cheio de retalhos para enfrentar o Palmeiras, atual bicampeĆ£o da Libertadores, no Allianz Parque, Luis Castro foi Ć sala de entrevista igualmente desnorteado. NĆ£o bastasse a escalação inexplicĆ”vel, o portuguĆŖs, desconfortĆ”vel diante das perguntas dos jornalistas, se acovardou e voltou a expor o time ā desta vez fora de campo.
Isso porque 11 jogos após sua estreia, Luis Castro sugeriu deixar o comando tĆ©cnico do Botafogo ā cujo dono lutou com todas as armas para tĆŖ-lo. Como lĆder do grupo, como soa o discurso internamente sobretudo após uma vexatória goleada?
Estivesse pressionado por um cartola em uma estrutura associativa, vĆ” lĆ”. Mas repito: Luis Castro sempre foi o plano A de John Textor, dono do Botafogo. O empresĆ”rio, inclusive, fez questĆ£o de respaldar o portuguĆŖs em entrevista ao āGloboā nesta sexta, 10.
Ao afirmar āconseguimos fazer bem, ou tem que vir alguĆ©m que faƧa-o bemā, Luis Castro lembrou o pior de Paulo Autuori Ć frente do mesmo Botafogo em 2020. O caminho de Autuori acabou por ser a porta da rua. Por opção ā como invariĆ”vel e incoerentemente faz ao longo da carreira. Este, no entanto, nĆ£o precisa ser o destino de Castro.
NĆ£o agora.
Ć cedo para avaliar o trabalho ainda incipiente de Luis Castro no Botafogo.
Mesmo porque o elenco ainda estĆ” longe do ideal em termos competitivos para o Campeonato Brasileiro. Mas vai encorpar ā e o treinador sabe disso.
Ć urgente, porĆ©m, que Castro entenda o contexto no qual estĆ” ā por opção ā inserido. NĆ£o dĆ” para encarar um dos melhores times do Brasil de igual para igual.
Ainda não.
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