Expulso aos 45 do primeiro tempo, o goleiro Neto comprometeu o Botafogo na derrota, de virada, para o Bahia por 2 a 1, em Salvador. Na ocasião, o Glorioso vencia por 1 a 0 na Fonte Nova. Em entrevista coletiva após a partida, o técnico Franclim Carvalho criticou a postura do goleiro, expulso por xingar o árbitro.
– Sobre o lance do Neto, não me referi ao lance da expulsão, mas sim ao escanteio. Ainda não vi o lance, só sei do que o juiz me falou, mas por essa razão o Neto é culpado. Não pode fazer isso, é impensável. Por mais que esteja nervoso não pode perder o controle. É mais fácil eu falar, já que estou fora, mas o Neto sabe que errou. Eu ainda não vi, quero ver, mas se isso se confirmar, o meu comentário é esse – disse Franclim.
Com a expulsão, Neto está fora do próximo jogo do Botafogo na volta após a Copa do Mundo. Assim como Álvaro Montoro, suspenso pelo terceiro amarelo também contra o Bahia.
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Análise da partida
— Vou dizer que nós tivemos 15 monstros dentro do campo que fizeram tudo para sair com resultado diferente. Nós com 11 estávamos a ser melhores. Fizemos um grande gol do Hugo. Temos uma oportunidade claríssima do Medina que o adversário corta sobre a linha. E depois com 10, obviamente que nós não podemos ter bola, temos que dar bola ao adversário, temos que perceber o jogo.
— Obviamente que o adversário há ter bolas a passar ali na nossa área, perto da nossa da nossa baliza. Nós ainda assim temos pelo menos mais dois lances ou mais dois momentos em que chegamos à área adversária, um do Matheus [Martins] e outro do do Mateo, em que podemos em que podemos fazer gol. Acabamos por sofrer no fim, como eu já disse, nós já ganhamos no final, já perdemos no final, já empatamos no final. Não quero falar de justiça ou injustiça, quero sim enaltecer o trabalho de 15 monstros que nós tivemos dentro de campo com a camisa do Botafogo.
Críticas à arbitragem
— E quero também fazer uma ressalva porque me parece importante e não estou aqui a justificar nada, mas não me parece que qualquer elemento da equipe de arbitragem possa ou tenha a capacidade para se dirigir aos elementos da minha comissão técnica e dizer: “Agora não falem mais comigo, não peçam faltas, falem com o Ferraresi”. A seguir ao gol do empate do adversário. Não pode fazer isto. Seu nome Lucas, quarto árbitro, comigo durante o jogo teve um comportamento exemplar, mas não pode dizer isto à minha comissão técnica.
— Se não tem capacidade para ser quarto árbitro, para gerir os dois bancos e ouvir as duas comissões constantemente, a do Botafogo e do Bahia, a pedir falta, a pedir cartão, a pedir o que quer que seja, é o trabalho do quarto árbitro gerir os dois bancos. Se não tem capacidade, não pode proferir este tipo de declarações. Não pode. Porque eu sou treinador, críticas, tem que ter capacidade para as encaixar. Ele, se não tem capacidade para ouvir, não são críticas, para ouvir reparos das duas comissões, das duas e engolir e encaixar e gerir o jogo, não pode fazer isto porque é futebol. Senão tem o comportamento de dizer: “Vocês não falam mais comigo, vocês não falam mais comigo”, e resolve a questão que não é não me parece que seja o comportamento adequado.
— E depois eu sei que também me vão falar disso, portanto eu vou-me antecipar. Ah, dirigi-me ao árbitro no final do jogo porque este árbitro apitou-nos para a Copa na Chapecoense em que nós tivemos, não sei, mas vai 70% posse bola também, como o adversário hoje teve. Nós em igualdade numérica e em busca do resultado e os dedos do árbitro estavam mais pesados porque demoraram ser mais vezes quando o goleiro da Chapecoense tinha a bola na mão, o mesmo árbitro. E eu fui-lhe dizer isso, tá correto o que fez hoje, corretíssimo. Assim é que tem que ser, seguir o regulamento. Se é 8 segundos, é 8 segundos. Se é a partir do momento em que o goleiro encaixa a bola, tem que começar a contagem certíssimo, tem que fazer o mesmo jogo da Copa. Mas ele não me pode dizer que na Copa me deu dois canteiros, porque não deu. Está a mentir, é mentira, não deu. Não pode fazer isso.

— Como não pode na Copa dizer-me: “eu não posso parar o jogo se não for pancada na cabeça e hoje para o jogo sem ser pancada na cabeça”. Não pode. Nós não podemos ter dois pesos e duas medidas. E eu não não estou a justificar o resultado com o árbitro. Não, não. Até porque já vi o lance do Medina, do vermelho do adversário, que o VAR depois retira. Para mim lance interpretação. Eu, treinador, se tivesse o Kauan Toledo em vez do Medina naquele lance, dizia “vermelho, ninguém o apanha, nunca mais”. Fica isolado na cara do gol. É o Medina tem características diferentes, mas o árbitro não tem que fazer essa avaliação. Não sei se fez ou não. Acho que é um lance de interpretação. Portanto, eu não vou comentar isso, até porque é uma parte técnica que eu estou a falar da arbitragem. É poder de encaixe que o quarto árbitro tem que ter. Lucas, seu nome, não pode preferir aquele tipo de declarações. Não pode. Ainda bem que eu não ouvi porque ia correr mal para o meu lado. Para o meu lado. E o Davi não pode ter dois pesos e duas medidas como ter na Chapecoense e hoje.
— E depois para terminar o árbitro deu se 7 minutos no primeiro tempo, seis no segundo. No segundo tempo eu não sei porque é que deu 6 minutos. A minha equipa técnica, a minha equipa médica entrou zero vezes em campo. A equipa médica do adversário entrou zero vezes em campo. Eu fiz uma paragem, três substituições de uma vez. O adversário fez uma paragem e uma substituição. Não sei porque é que deu 6 minutos. E depois eu disse: “É muito”. A seguir sofre gol e ele diz-me: “Ai, agora queres mais tempo?” “Quero porque nos 6 minutos de acréscimo que ele deu, jogamos dois”. Não pode. A balança, não estou a justificar o resultado com a equipa da arbitragem.
— Acho que como nós e os árbitros mandam no jogo, é o árbitro que controla o jogo, é o árbitro que controla o tempo, como nós somos criticados, o árbitro é um elemento do jogo. Eu, se tenho opinião também tenho que proferir essa mesma opinião, não de parte técnica, atenção, de dualidade de critérios, de dois pesos e e duas medidas, que é só o que eu estou a fazer, porque este árbitro apitou-nos na Copa e a questão do quarto árbitro, que para mim, como eu disse, e volto a reiterar, tenho zero a apontar-lhe comigo durante o jogo foi cinco estrelas.
Avaliação do próprio trabalho
— No Brasileiro nós temos duas derrotas, curiosamente, no fim, uma com o Remo aos 94, 95 e hoje aos 90, 91. Parece-me a mim, não sou bruxo, mas se este jogo é disputado de 11 contra 11 até ao final, nós não perdemos este jogo. Parece-me a mim. Não sou bruxo, é a opinião que eu tenho. Face ao que estava a ser o jogo. Nós defrontamos um adversário forte, mas nós apresentamos-nos muito fortes hoje. E eu sinceramente falando ou projetando o futuro, que o nosso futuro é imediato e amanhã, eu não tenho dúvidas que a equipa do Botafogo com esta este compromisso, esta entrega e esta disponibilidade dos 15 monstros, como eu já referi anteriormente, tiveram lá dentro, dificilmente vai ser batida, vai ser muito difícil bater o Botafogo, muito difícil.
— E acho que nós hoje mostramos isso. Você falou-me aí de parte técnica, de jogadas ensaiadas, de melhoria de rendimento e não sei quê, mas nós precisamos de apresentar isto, esta cara que nós não apresentamos na Chapecoense e hoje perdemos e apresentamos. E volto a dizer 11 contra 11, tenho dúvidas que que nós perdêssemos este jogo.





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