Em coletiva de imprensa após a vitória do Botafogo sobre o Volta Redonda por 1 a 0, no Estádio Nilton Santos, pela 3ª rodada da Taça Guanabara, o técnico Martín Anselmi destacou a obediência tática da equipe.
— Fiquei feliz pelo rendimento dos jogadores. Falei para eles não pela vitória, mas sim porque fizemos em campo o que treinamos. Como treinador, tenho que sair do placar, não pensar só nisso e pensar se fizemos o que fizemos no treino. E fico feliz porque eu sei que não é fácil novas coisas, mas eles tentaram e conseguiram. Temos que melhorar muito, evidente. Mas acho que na pressão estiveram bem, no pressão também. Jogamos bem no campo adversário também e podíamos fazer mais gols. Eles fizeram o que treinamos ainda que seja muita coisa nova – observou.
Savarino
— Eu não sabia nada desta negociação. O jogador estava relacionado, ia contar com ele e 15 minutos antes do vídeo da tarde, ele pediu para falar comigo e falou que estava fechado com o Fluminense. Perguntei para ele se estava certo porque ainda é jogador do Botafogo. E ele falou que já estava tudo de acordo. Não posso ter um jogador que não quer ficar no Botafogo. a diretoria disse que há um acordo e ele pode ir para o Fluminense. Essa é a verdade, então ok. Se ele não quer ficar no Botafogo… temos necessidade de vender jogadores e Savarino é um jogador que infelizmente tem mercado. A verdade é essa. Não quero manejar a carreira de ninguém. O jogador não estava com cabeça para jogar e ok.
Santi e Barrera
— Precisamos de todos os jogadores. A verdade é que não temos um elenco tão profundo. Por isso precisamos que os jogadores atuem em diferentes posições, o que é melhor para o treinador. Acho que o Santi Rodríguez, na verdade, quando viemos para o Botafogo não imaginávamos que ele poderia jogar como meia e pivô. Mas nos treinos descobrimos como é dinâmico, percebe o que está ao redor, consegue sair, jogar, dar continuidade de jogo, o que é muito importante pra mim. Teve problemas durante a semana, não jogou o futebol que mostrou nos treinos. Tivemos que cuidar dele, porque a verdade é que não somos muitos. Fico feliz com a atuação dele, assim como Barrera. Na seleção, Barrera está jogando como meia. No outro dia, com a sub-20, entrou como meia também, mas para mim, olhamos ele como um jogador mais de frente, mais atacante, que pode jogar como falso atacante, ponta, enfim. Cada jogador tem que oferecer mais de uma coisa porque vamos precisar disso.
Avaliação do início do jogo
— No primeiro lance, tivemos um desajuste. Mas é normal, é o primeiro jogo, as primeiras sensações dentro do campo. É algo novo que temos que ir evoluindo. Acho que fizeram muito bem o que digo de jogar juntos. Atacar e defender. Porque quando estamos juntos somos mais fortes. Na parte de controle, paciência, acho que foi bom. Tirando o primeiro lance que sim, há um desajuste, acho que foram bem. Obviamente temos que melhorar muito.
Primeira impressão
— Falei na coletiva de apresentação que ficava orgulhoso do entendimento deles nos treinos. Quando não se é contundente no placar, parece que não se jogou bem. O que você falou me deixa contente, porque para jogar como eles jogaram se precisa de muito trabalho. Já estão assimilando coisas em muito pouco tempo. Isso me deixa contente. Ainda não fizemos nada, amanhã temos que seguir e talvez em outro jogo não consigamos e vamos seguir. Acho que sempre se pode fazer melhor. Seguramente analisando o jogo novamente vou ver vários erros. Sou muito exigente comigo e serei com eles. Tenho que levá-los ao limite e vamos ver onde será o limite deles. Não sei se foi nos primeiros minutos, acho que só no primeiro lance, no segundo estava em impedimento, então já houve ajuste. Há desconcentração, nervosismo pelo primeiro jogo. Mas temos que seguir trabalhando porque ainda falta muito.
Arthur Cabral
— Acho que a equipe é mais importante que qualquer indivíduo. A equipe que ganha jogos, não indivíduos. Então, quando um não joga em equipe, cada um dentro do campo tem uma função a exercer. Nesse caso, ninguém está obrigado a fazer gols. Está obrigado a correr, pressionar, jogar em equipe e cumprir sua função. O Arthur Cabral, como toda a equipe, fez sua função ao máximo no que poderia dar hoje. Depois, como centroavante, tem que fazer gols. Como qualquer centroavante. Mas enquanto ele e seus companheiros fizerem o que precisam como equipe, o gol vai chegar. Ruído externo não sei. Não estou na cabeça de Cabral, mas recomendo que não tem que escutar, pois não é bom para ninguém. Tem que estar limpo e fazer o seu melhor. O gol vai chegar. O importante é que a equipe tenha possibilidades de marcar e entregar a bola no pé dele para que ele faça o gol. Vai acontecer. Você sabe como são os centroavantes, têm dinâmicas boas, ruins. Se corre, pressiona, deixa de cara, faz como treinamos, ajuda o companheiro, está bem. Obviamente quer fazer gol, mas hoje trabalhou muito. Não acho que a partida dele foi ruim.
O próximo jogo do Botafogo é contra o Bangu, sábado, 24, às 21h (de Brasília), no Estádio Nilton Santos, pela 4ª rodada do Campeonato Carioca.




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