A SAF do Botafogo concluiu, nesta quarta, 15, o processo de transição iniciado com a chegada da nova administração. Com isso, Danilo Caixeiro deixa a gestão do clube após mais de quatro anos de atuação no Estádio Nilton Santos.
Caixeiro participou diretamente da implantação da SAF desde sua criação. Antes disso, atuou como assessor financeiro de John Textor durante o processo de aquisição do Botafogo, em 2022, integrando posteriormente a equipe responsável pela estruturação da empresa e assumindo diferentes funções executivas ao longo dos últimos anos.
O executivo ocupava o cargo de Chief Operating Officer (COO), equivalente ao diretor-chefe de operações. Nessa função, liderou iniciativas voltadas à reestruturação operacional e financeira da SAF.
Entre os trabalhos conduzidos por Caixeiro estiveram a implementação do regime cautelar que antecedeu o pedido de Recuperação Judicial. Além disso, liderou medidas voltadas à redução de custos e à reorganização financeira do clube.
Mesmo após a chegada da nova administração, Danilo Caixeiro permaneceu na SAF para auxiliar na transição institucional e garantir a continuidade das operações até a conclusão do processo.
Com essa etapa encerrada, o Botafogo passa a operar integralmente sob a condução da GDA Luma Capital, que já lidera o projeto de forma prática enquanto são concluídos os trâmites legais envolvendo a transferência definitiva das ações da SAF.
A mudança ocorre após a destituição de John Textor do controle da empresa e do movimento realizado pelo clube associativo para repassar o comando da SAF ao grupo liderado por Gabriel de Alba.
Quem é a GDA Luma?
A GDA Luma é uma gestora especializada em empresas em crise financeira — os chamados ativos “distressed”. Fundada por volta de 2021, administra cerca de US$ 406 milhões e opera com uma equipe enxuta, de aproximadamente 14 profissionais.
Como a GDA Luma atua
O modelo da GDA Luma segue um roteiro bem definido no mercado financeiro.
Primeiro, identifica empresas endividadas, mas com potencial de geração de caixa. Depois, adquire dívidas com desconto relevante, geralmente com garantia. A partir daí, passa a ter influência — ou controle — sobre a operação. É o chamado perfil de “white knight” — aquele investidor que entra em cenários críticos para tentar salvar o ativo.
A partir desse ponto, vem a fase mais sensível: o turnaround — a volta por cima em tradução livre. Corte de custos, ajuste de governança, reestruturação financeira, digitalização de processos. Tudo com um objetivo claro: recuperar valor e, no futuro, vender melhor.

Gabriel de Alba
A sigla GDA vem das iniciais Gabriel de Alba, fundador e sócio-gerente da empresa, executivo com mais de 25 anos de experiência em reestruturações e passagem por mercados como Estados Unidos, Europa e Canadá.
No setor, ganhou um apelido que diz muito: “pit bull dos negócios”. A reputação vem do estilo direto.
De Alba construiu carreira atuando em operações complexas, muitas delas em cenários de recuperação judicial ou quase falência. Tem no currículo casos relevantes, como a reestruturação do Cirque du Soleil e da Gateway Casinos.

Quais empresas a GDA já recuperou?
A GDA Luma tem experiência comprovada em recuperações de empresas distressed via compra de dívidas e turnarounds operacionais liderados por Gabriel de Alba.
Cirque du Soleil
Gabriel de Alba, presidente do conselho, liderou a reestruturação pós-falência durante a pandemia de COVID-19, recapitalizando a companhia canadense de circo e entretenimento que estava à beira do colapso, restaurando operações e estabilidade financeira.
Gateway Casinos & Entertainment
De Alba preside o conselho da operadora de cassinos canadense, recuperada de processo de insolvência via aquisição de dívidas distressed, com foco em otimização operacional e crescimento sustentável.
Frontera Energy
Recuperada quando conhecida como Pacific Rubiales, empresa de exploração de petróleo na Colômbia; De Alba como presidente do conselho implementou reestruturação de dívida e turnaround, estabilizando a companhia.
Pat McGrath Labs
Em 2026, a GDA Luma injetou até US$ 30 milhões via Chapter 11 (US$ 10 milhões DIP financing + US$ 20 milhões pós-emergência), assumindo controle acionário como credor sênior, permitindo recapitalização e continuidade criativa com Pat McGrath como CCO.










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