Em coletiva de imprensa após a vitória do Botafogo por 1 a 0 sobre a Chapecoense, pela Copa do Brasil, o técnico Franclim Carvalho aprovou a atuação no Nilton Santos.
— Sempre importante ganhar em casa ou fora, mas claro que com o apoio dos nossos torcedores é diferente. Hoje criaram um ambiente muito bom. Fiquei muito satisfeito. Não sofrer gol foi muito importante hoje. Pensamos na equipe como um todo, como não sofremos, estão todos de parabéns. Portanto, estou satisfeito por não termos sofrido gol. Parece que o resultado no intervalo era injusto. Gol importante para o Alex e muito feliz por toda a equipe pela vitória – iniciou.
Por que tantas mudanças?
— Primeiro porque quem decide sou eu. Quando nós mudamos oito atletas para o jogo da Argentina, eu fiz isso. Hoje mudamos cinco. Não estou de acordo que fizemos um primeiro tempo pior. Nós até o apito final temos que tentar fazer gol. Fizemos ao 90, podia ser aos 97, valia o mesmo. Como eu disse, sou eu que decido, entendemos que era o melhor 11 para começar partida de hoje. Fiquei muito satisfeito com a partida do Montoro e do Kadir. Acrescentaram. E acho que a equipe no primeiro tempo criou oportunidades de sair à frente.
Neto
— Eu estou satisfeito com o desempenho dele, falei isso na Argentina. Ele sabe que errou no primeiro gol e foi importante a partir daí. Tivemos baliza a zero hoje, não tínhamos desde fevereiro. Gosto muito do Raul, conheço desde 2024. Estou satisfeito com o Léo Linck também. Mas entendemos nesse momento que o Neto está em melhor condição de jogar. Hoje ele teve pouco trabalho, sinal de que a equipe esteve bem. Quanto ao mercado, o Botafogo tem uma equipe muito desejada. Temos jogadores com muito potencial, é normal que sejam assediados, é um assunto da diretoria. Sei que até 31 de maio tenho eles à disposição. É normal a saída e entrada de jogadores. Temos que trabalhar com isso.
Adversário fechado
— Nós falamos com os atletas ontem das possíveis mudanças do adversário, a possibilidade dos três zagueiros. Estávamos preparados para isso. Precisamos encontrar a profundidade. Não podemos querer só desmontar o adversário a partir de passe. Precisamos trabalhar muito sem a bola. Sei que é chato para os centroavantes trabalhar sem a bola, mas precisamos. Precisamos fazer muito isso ainda.

Bastos
— Gosto muito do Bastos, sou suspeito. Tenho uma relação próxima com ele. Não me surpreende o rendimento dele, do Ferraresi e do Barboza. Estão à frente dos demais, a verdade é essa. É bom ter o Justino próximo de nós para crescer, o Ythallo… O Barboza vinha de uma sequência e ficou fora hoje. A minha prioridade agora é o jogo contra o Internacional.
Melhor ataque e pior defesa
— Acho que os indicativos da melhora tem sido a cada jogo. Estou sempre um bocado insatisfeito. Acho que temos muito a melhorar, muita mesma. Isso passa pelo processo coletivo. Claro que não ficamos satisfeitos de sermos um dos melhores ataques e uma das piores defesas. Temos que melhorar isso certamente. Nós sabemos a causa do gol contra o Coritiba, Chapecoense, tentamos trabalhar isso muito com vídeo. Precisamos melhorar sem a bola. Vamos melhorar ainda mais sem dúvida nenhuma.
Nathan Fernandes
— Machucou na primeira semana nossa. Está fora por causa disso.
Como melhorar a pontaria?
— Estávamos com muita sede para marcar, temos que pensar como equipe. Trabalhamos muito a finalização, o movimento. Temos feito sempre gol, hoje fizemos um, foi pouco para mim, mas deu para ganhar. Para mim está bom.
Mão de Franclim
— Todos os treinadores têm a sua ideia. Eu acho que a diferença é o jogador interpretar ou conseguir concretizar isso. Nós temos um elenco muito qualificado, com muita qualidade. Agora o nosso trabalho é tentar juntar as peças e mostrar um caminho. Não tem da minha mão muito, mas lá dentro dos jogadores.
Reforço com as características de Gregore?
— Se eu tivesse um pedido a fazer à diretoria, pediria para não sair ninguém. Mas eles não vão conseguir, então não peço nada. Peço que o Brito continue com o olho afiado que está perfeito. Não devemos entrar na comparação de 24 e 26. Temos muito volante, em excesso para mim porque só jogo com dois. Para mim, o Medina joga na posição de 5, o Allan também. Ainda temos o Huguinho e o Newton. Nós temos a responsabilidade de lançar o Huguinho às feras qualquer hora. Ele pode fazer aquela função em determinados jogos, contextos. O Newton pode fazer tanto segundo quanto primeiro volante.
Bola parada
— Momento do jogo muito importante. No jogo anterior, fizemos um gol de bola parada. Hoje tentamos e não deu. Acontece. Não podemos ter seis homens na área e não atacar a bola. Nós fazemos a bola parada defensiva no aquecimento porque não temos tempo para treinar. Sendo muito sincero.
O próximo jogo do Botafogo é contra o Internacional, sábado, às 18h30 (de Brasília), no Estádio Mané Garrincha, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro.







Comentários