A SAF do Botafogo recebeu, nesta segunda, 4, uma proposta formal da GDA Luma Capital Management para assumir a posição de acionista majoritária. A informação foi divulgada pelo jornalista Bernardo Gentile, no canal “Arena Alvinegra”.
Social assume protagonismo e analisa proposta
Com a decisão da Justiça que retirou os direitos políticos da Eagle Football Holdings e da Ares, o clube associativo passou a ter poder exclusivo de voto dentro da estrutura da SAF.
Diante desse cenário, a diretoria do Botafogo já encaminhou a proposta da GDA Luma para análise do departamento jurídico — etapa considerada fundamental antes de qualquer avanço formal.
Caso o negócio evolua, o fundo norte-americano assumiria o controle do futebol alvinegro em meio ao processo de recuperação judicial.
Modelo prevê novos investidores — sem Textor
A proposta da GDA não é fechada. O modelo apresentado abre espaço para a entrada de outros investidores, ampliando a base societária da SAF.
Internamente, porém, o nome de John Textor já não é considerado uma alternativa. Afastado pela arbitragem da Fundação Getúlio Vargas, o empresário é tratado como “carta fora do baralho” pelo clube associativo neste momento.
Quem é a GDA Luma e por que ela mira o Botafogo
A GDA Luma é uma gestora de private equity especializada em investimentos em empresas em crise — os chamados distressed assets.
O fundo atua comprando dívidas de companhias com problemas financeiros, normalmente com desconto, para assumir controle e implementar processos de reestruturação.
À frente da operação está Gabriel de Alba, executivo conhecido no mercado por liderar operações agressivas de turnaround e por atuar em casos complexos de recuperação empresarial.
Crise abre caminho para novo dono
A proposta chega em meio à maior crise da SAF desde a implementação do modelo no Botafogo:
- Pedido de recuperação judicial em curso
- Dívida bilionária e estrangulamento de caixa
- Disputa societária envolvendo Eagle, Ares e o clube social
- Necessidade urgente de aporte financeiro







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