Enquanto avança para encerrar de forma amigável a relação com a Eagle Bidco, o Botafogo trabalha atualmente com três interessados na compra da SAF alvinegra, de acordo com “O Globo”, nesta quarta, 27: GDA Luma, John Textor e o fundo norte-americano MasterCom Capital.
Apesar das diferenças financeiras e estruturais entre as ofertas, os grupos apresentam um discurso semelhante nos bastidores: a promessa de manutenção de um projeto esportivo forte, sustentável e de longo prazo no clube.
GDA Luma aparece como favorita
A proposta considerada mais forte internamente é a da GDA Luma, liderada pelo empresário mexicano Gabriel de Alba. A empresa especializada em reestruturação de ativos ofereceu cerca de US$ 105 milhões — aproximadamente R$ 531 milhões.
Parte importante do acordo envolve o perdão de uma dívida de aproximadamente US$ 25 milhões, originada no empréstimo concedido ao Botafogo ainda durante a gestão de John Textor. Na prática, o aporte direto seria de cerca de US$ 80 milhões (R$ 405 milhões).

Além do investimento na SAF, o projeto prevê atuação na recuperação estrutural do clube, incluindo melhorias nas categorias de base e em infraestrutura.
A GDA atua no mercado de “distressed assets”, focado na recuperação de empresas com dificuldades financeiras, mas com potencial de valorização. O grupo já investiu em empresas de diversos setores, incluindo o Cirque du Soleil, mas ainda não possui experiência no futebol.
John Textor tenta retornar
Ex-controlador da SAF, John Textor formalizou proposta para recomprar o Botafogo por valores que podem chegar a US$ 95 milhões (cerca de R$ 480 milhões).
O modelo apresentado pelo empresário norte-americano inclui financiamentos DIP, um eventual acordo envolvendo a Ares Management e um fundo de contingência para reforços e capital de giro.

O clube social, entretanto, pediu garantias financeiras antes de avançar nas conversas.
Nos bastidores, a candidatura de Textor enfrenta forte resistência política. Dirigentes e membros influentes do associativo demonstram preferência por outras alternativas após o desgaste causado pela crise financeira, pelo aumento das dívidas e pelas operações envolvendo Lyon e Eagle Football.
MasterCom promete projeto ambicioso
Outro interessado é a MasterCom Capital, fundo de investimentos sediado no Texas, mas com escritórios nos Estados Unidos, Brasil, Portugal e Suíça.
A empresa apresentou proposta oficial de US$ 30 milhões (cerca de R$ 151 milhões), embora interlocutores ligados ao grupo afirmem que o fundo estaria disposto a aumentar a oferta para superar concorrentes.
Entre as ideias discutidas internamente estariam a construção de um estádio próprio e investimentos robustos no elenco para disputar os principais títulos da América do Sul.
Apesar disso, dentro do Botafogo há entendimento de que a MasterCom ainda transmite menos segurança institucional do que a GDA Luma, principalmente pela falta de histórico consolidado em operações deste porte no futebol.
Botafogo quer definir futuro da SAF durante pausa da Copa
Com o acordo de paz firmado entre Botafogo e Eagle/Ares, o cenário ficou mais favorável para uma transição societária. A expectativa nos bastidores é de que a definição sobre o novo controlador da SAF aconteça durante a pausa do calendário para a Copa do Mundo, em julho.
Enquanto isso, o clube tenta equilibrar a reorganização financeira com a manutenção da competitividade esportiva em meio à recuperação judicial e às possíveis saídas de jogadores importantes do elenco.










Comentários