A SAF do Botafogo utilizou os casos do Vasco e da operadora Oi como base jurídica para pedir à Justiça a retirada dos poderes políticos da Eagle Bidco. A informação foi detalhada pela ESPN, com trechos da decisão.
Publicamente, John Textor vinha afirmando que “isso não é Vasco”. Mas, na prática, o clube seguiu uma linha semelhante à adotada no caso do rival, que teve o afastamento da 777 Partners em meio a uma crise societária.
— Vale destacar que, em situações semelhantes, nos casos do Grupo Oi e do Vasco da Gama, nos quais se impôs o afastamento de sócios e administradores, esse Tribunal de Justiça optou por manter na condução dos negócios diretores e administradores que já tinham conhecimento das operações das empresas recuperandas, justamente por reconhecer que estes teriam melhores condições de adotar as medidas necessárias à preservação da empresa – diz outro trecho.

O juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, da 2ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do TJ-RJ, assinou a decisão.
Na prática, o magistrado suspendeu o direito de voto da Eagle na SAF e manteve Durcesio Mello como diretor da operação, mesmo após questionamentos sobre sua nomeação.
O documento também faz uma defesa pessoal do dirigente.
— O Sr. Durcesio é pessoa amável, que trata a todos com respeito e carinho, o que não se confunde com amizade —
O entendimento da Justiça reforça a linha adotada pelo clube: preservar a gestão com quem já conhece a operação, enquanto a disputa societária segue em aberto.







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