Sob a gestão da GDA Luma, a SAF do Botafogo começou a pagar compromissos ligados às negociações desta janela de transferências. Além de realizar um pagamento ao Cercle Brugge pela contratação do goleiro Warleson, o clube também quitou comissões de empresários. A informação foi revelada pelo Canal do TF.
O pagamento das comissões faz parte da rotina de negociações no futebol. No entanto, o movimento é visto internamente como mais um passo na tentativa de o Glorioso reconstruir sua credibilidade no mercado após o acúmulo de dívidas durante a gestão de John Textor com os intermediários das negociações.
As pendências com agentes, especialmente, passaram a dificultar novas negociações do Botafogo. Segundo o influenciador, muitos empresários e até clubes passaram a demonstrar resistência para fechar negócios com o Alvinegro após uma série de compromissos não honrados.
Em recuperação judicial, a SAF está impedida de contrair novas dívidas e precisa seguir uma política financeira mais rigorosa, priorizando o cumprimento das obrigações assumidas e a reorganização das contas.
A GDA Luma, que já realizou aportes financeiros no Botafogo e participa ativamente das decisões do departamento de futebol, tem conduzido esse processo de reestruturação da SAF.

Quem é a GDA Luma?
A GDA Luma é uma gestora especializada em empresas em crise financeira — os chamados ativos “distressed”. Fundada por volta de 2021, administra cerca de US$ 406 milhões e opera com uma equipe enxuta, de aproximadamente 14 profissionais.
Como a GDA Luma atua
O modelo da GDA Luma segue um roteiro bem definido no mercado financeiro.
Primeiro, identifica empresas endividadas, mas com potencial de geração de caixa. Depois, adquire dívidas com desconto relevante, geralmente com garantia. A partir daí, passa a ter influência — ou controle — sobre a operação. É o chamado perfil de “white knight” — aquele investidor que entra em cenários críticos para tentar salvar o ativo.
A partir desse ponto, vem a fase mais sensível: o turnaround — a volta por cima em tradução livre. Corte de custos, ajuste de governança, reestruturação financeira, digitalização de processos. Tudo com um objetivo claro: recuperar valor e, no futuro, vender melhor.
Gabriel de Alba
A sigla GDA vem das iniciais Gabriel de Alba, fundador e sócio-gerente da empresa, executivo com mais de 25 anos de experiência em reestruturações e passagem por mercados como Estados Unidos, Europa e Canadá.
No setor, ganhou um apelido que diz muito: “pit bull dos negócios”. A reputação vem do estilo direto.
De Alba construiu carreira atuando em operações complexas, muitas delas em cenários de recuperação judicial ou quase falência. Tem no currículo casos relevantes, como a reestruturação do Cirque du Soleil e da Gateway Casinos.
Quais empresas a GDA já recuperou?
A GDA Luma tem experiência comprovada em recuperações de empresas distressed via compra de dívidas e turnarounds operacionais liderados por Gabriel de Alba.
Cirque du Soleil
Gabriel de Alba, presidente do conselho, liderou a reestruturação pós-falência durante a pandemia de COVID-19, recapitalizando a companhia canadense de circo e entretenimento que estava à beira do colapso, restaurando operações e estabilidade financeira.
Gateway Casinos & Entertainment
De Alba preside o conselho da operadora de cassinos canadense, recuperada de processo de insolvência via aquisição de dívidas distressed, com foco em otimização operacional e crescimento sustentável.
Frontera Energy
Recuperada quando conhecida como Pacific Rubiales, empresa de exploração de petróleo na Colômbia; De Alba como presidente do conselho implementou reestruturação de dívida e turnaround, estabilizando a companhia.
Pat McGrath Labs
Em 2026, a GDA Luma injetou até US$ 30 milhões via Chapter 11 (US$ 10 milhões DIP financing + US$ 20 milhões pós-emergência), assumindo controle acionário como credor sênior, permitindo recapitalização e continuidade criativa com Pat McGrath como CCO.










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