O anúncio da venda da SAF Botafogo em um jornal britânico pautou o vídeo do jornalista Rica Perrone nesta terça, 14. Para ele, a medida joga no lixo a credibilidade que o clube construiu nos últimos anos.
— Quando chega no final das contas, o que o Botafogo mudou de fato de 2023, 22 para cá, não é exatamente a conquista de título, porque conquista de título, ela pode acontecer, entendeu? O que que o Botafogo ganhou de 2022 para cá? Não é a Libertadores, exatamente o campeonato brasileiro. O Botafogo ganhou notoriedade, respeito, uma camisa mais valiosa, um clube mais valioso. Tirou aquele abadá ridículo de time de Série C que o Botafogo tinha com 40 patrocinadores de bairro e passou a ter um patrocinador, uma marca esportiva, uma camisa bem cuidada, um clube com estrutura. Enfim, o Botafogo se transformou como instituição, ele se modernizou, ele passou a se respeitar e valorizar sua marca. Isso tem um valor – iniciou.

— Esse valor ele dura mais do que o título da Libertadores. Que o título da Libertadores, embora seja a glória eterna, passa um ano, um ano e meio, torcedor tá puto de novo, já não tá indo no estádio. Não, não, não sustenta. O que sustenta é isso. Só que se continuar nesse ritmo, o Botafogo vai chegar no momento que ele vai ter perdido isso, porque os clubes e os para quem ele deve vai começar a cobrar a conta, vai começar a chegar o Botafogo vai começar a ter dificuldade e o próximo patrocinador já vem desconfiado, se é que vem – pontuou.
Intervenção
Para Rica Perrone, o clube social e o torcedor precisam intervir para estancar a sangria da credibilidade do Botafogo.
— Então o principal do Botafogo tá colocando, tá sendo colocado em xeque na medida que esse tipo de coisa acontece. Porque enquanto o Botafogo tá perdendo em campo, é, tá perdendo. É um time de futebol, ele ganha, perde. Agora, quando você chega num ponto de você credibilizar a instituição e você aceita passivamente que isso seja jogado no lixo e colocado até de maneira inferior ao que tava antes, que é você ser anunciado no jornal como um carro velho, porra, cara, aí eu acho que o Botafogo tem que encontrar a maneira de intervir, o torcedor tem que participar. Descredibilização de uma marca que levou, sei lá e eu quantos anos, décadas, para ser reconstruída e recolocada no seu devido lugar. E agora querem jogar, estão jogando o Botafogo para uma situação ainda pior. Isso não pode acontecer – encerrou.
Em meio à crise financeira da SAF, o Botafogo entra em campo nesta quarta, 15, contra o Racing, às 19h (de Brasília), em El Cilindro, pela segunda rodada da Copa CONMEBOL Sul-Americana.







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