Com a SAF Botafogo em grave crise financeira e de credibilidade, o assunto clube-empresa voltou ao centro do debate. Nesta terça, 3, o colunista do UOL Andrei Kampff abordou o tema e defendeu o modelo com ressalvas.
Leia trechos da coluna
“Tem pipocado notícia sobre SAFs em crise no futebol brasileiro. A tentação é imediata: transformar a SAF no novo vilão da vez. Mas isso seria repetir o mesmo erro que nos trouxe até aqui, buscar explicações fáceis para problemas complexos”, iniciou.
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“Desde a edição da Lei da SAF escrevo que no futebol não existe solução mágica. O modelo pode ser associação ou empresa. Sem gestão profissional, governança efetiva e responsabilidade, qualquer estrutura fracassa.”
“O mundo do futebol mostra, aliás, exatamente o oposto do discurso simplista. A imensa maioria dos clubes competitivos no mundo hoje opera como empresa. Não porque a forma jurídica resolva tudo, mas porque ela veio acompanhada de gestão profissional, controles internos, transparência, compliance e responsabilidade financeira.”
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“A SAF pode ser ferramenta poderosa. Milagre, nunca foi.“

Sob a gestão de John Textor, o Botafogo vive hoje o pior momento desde a implementação do modelo SAF. O clube está há um mês sob transfer ban da Fifa por dívida com o Atlanta United pela compra de Thiago Almada, em 2024.
Para resolver o imbróglio e derrubar a punição, John Textor garantiu que vai pagar do próprio bolso a dívida. O clube social, no entanto, tratou a declaração como ‘blefe’ do estadunidense e adotou a desconfiança na relação.



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