John Textor, acionista da SAF do Botafogo, fez proposta para adquirir o Wolverhampton. De acordo com informações do “The Athletic”, o empresário estadunidense já apresentou uma oferta de valor bilionário pelo negócio.
A proposta ao Fosun Group, um conglomerado da China, é de US$ 200 milhões (aproximadamente R$ 1,07 bilhão) e mais US$ 350 milhões (equivalente a R$ 1,88 bilhão) em ações. Em julho, John Textor vendeu 44,9% de suas ações no Crystal Palace por R$ 1,4 bilhão. Ele tem manifestado publicamente o desejo de adquirir outra equipe inglesa e está avaliando outras opções, como o Sheffield Wednesday.
Atualmente, o Wolverhampton soma apenas dois pontos em nove partidas, ocupando a última posição na Premier League. O clube conta com jogadores que já passaram pelo futebol do Rio de Janeiro, como Jhon Arias, André e João Gomes.
Enquanto isso, no Botafogo…
Enquanto apresenta proposta pelo clube inglês, Textor vive uma disputa judicial com a Eagle pelo controle da SAF Botafogo. No último capítulo desta novela, a empresa recorreu à justiça para sustentar que John Textor não tem capacidade de manter o controle do Glorioso.
A Eagle reiterou não ter acesso aos números da SAF Botafogo, mas entende que o momento é preocupante pelas falas recentes sobretudo do CEO Thairo Arruda, segundo o qual o clube depende de aporte financeiro para 2026.
Série de contradições
Na petição do último dia 20, a empresa listou uma série de contradições que evidenciam a falta de confiança em John Textor. A Eagle lembrou declarações do estadunidense à época no comando do Lyon.
- Em uma conferência de imprensa de 16 de novembro de 2024, o Sr. Textor insistiu publicamente que “Nós [o Lyon] não seremos rebaixados, não há nenhuma chance. Eu sei que nossa situação fazem alguns serem céticos”.
- Em 24 de junho de 2024, o Sr. Textor assegurou ao público repetidamente de que o Lyon estava em condições financeiras fortes. Ele disse que “graças às contribuições de capital dos nossos acionistas e à venda do Crystal Palace, nossa posição de caixa melhorou consideravelmente e temos recursos mais do que suficientes” para atender aos requisitos regulatórios
- Mais tarde naquele dia, a DNCG anunciou o rebaixamento do Lyon à 2ª divisão de futebol francesa. Isso porque havia preocupações com uma dívida de quase R$ 3,5 bilhões – aproximadamente 540 milhões de euros – e falta de transparência financeira;
- Em uma entrevista subsequente em 28 de junho, o Sr. Textor insistiu. “Nunca estivemos tão líquidos em caixa”, enquanto culpava os reguladores franceses e conflitos internos.













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