O COO da SAF do Botafogo, Danilo Caixeiro, está de saída do clube. A informação foi revelada por Thiago Grachet, durante live realizada no canal “Glorioso Play”, na noite desta quinta, 11.
Caixeiro ocupava o cargo de diretor de operações e era um dos executivos mais próximos de John Textor na estrutura administrativa da SAF. Nos últimos meses, sua participação nos bastidores ganhou ainda mais relevância após a saída de Thairo Arruda, com quem mantém sociedade na empresa Matix Capital.
A mudança acontece em um momento de profunda transformação na estrutura de comando do Alvinegro. Desde o fim de abril, Textor deixou de exercer o controle da SAF, que caminha para ter a GDA Luma como nova acionista majoritária.
Influência na chegada de Textor ao Botafogo
A trajetória de Danilo Caixeiro no clube está diretamente ligada ao processo que culminou na venda da SAF em 2022.
Foi por meio da Matix Capital, empresa fundada por Caixeiro e Thairo Arruda, que o nome do Botafogo chegou ao radar de John Textor quando o empresário norte-americano avaliava a compra de um clube brasileiro para integrar sua rede multiclubes.
A partir da aquisição da SAF, ambos passaram a ocupar posições estratégicas na administração alvinegra, participando da implementação do modelo de gestão adotado durante a era Textor.
Saída ocorre após revelação sobre pagamentos à Matix
A informação sobre a saída de Danilo Caixeiro ganhou repercussão no mesmo dia em que o portal LeoDias divulgou detalhes de pagamentos realizados pela SAF do Botafogo à Matix Capital.
Segundo a publicação, a empresa recebeu mais de R$ 33,7 milhões ao longo do segundo semestre de 2025. Os valores seriam referentes a verbas rescisórias e bônus que deveriam ter sido pagos pela Eagle Football, grupo controlado por John Textor.
Até o momento, não foram divulgados detalhes oficiais sobre os motivos da saída de Caixeiro nem sobre quem assumirá suas funções dentro da estrutura executiva da SAF.
A tendência é que novas definições administrativas ocorram nas próximas semanas, acompanhando a conclusão do processo de transferência do controle da SAF para a GDA Luma e a reorganização interna da gestão do futebol alvinegro.
Quem é a GDA Luma?
A GDA Luma é uma gestora especializada em empresas em crise financeira — os chamados ativos “distressed”. Fundada por volta de 2021, administra cerca de US$ 406 milhões e opera com uma equipe enxuta, de aproximadamente 14 profissionais.
Como a GDA Luma atua
O modelo da GDA Luma segue um roteiro bem definido no mercado financeiro.
Primeiro, identifica empresas endividadas, mas com potencial de geração de caixa. Depois, adquire dívidas com desconto relevante, geralmente com garantia. A partir daí, passa a ter influência — ou controle — sobre a operação. É o chamado perfil de “white knight” — aquele investidor que entra em cenários críticos para tentar salvar o ativo.
A partir desse ponto, vem a fase mais sensível: o turnaround — a volta por cima em tradução livre. Corte de custos, ajuste de governança, reestruturação financeira, digitalização de processos. Tudo com um objetivo claro: recuperar valor e, no futuro, vender melhor.

Gabriel de Alba
A sigla GDA vem das iniciais Gabriel de Alba, fundador e sócio-gerente da empresa, executivo com mais de 25 anos de experiência em reestruturações e passagem por mercados como Estados Unidos, Europa e Canadá.
No setor, ganhou um apelido que diz muito: “pit bull dos negócios”. A reputação vem do estilo direto.
De Alba construiu carreira atuando em operações complexas, muitas delas em cenários de recuperação judicial ou quase falência. Tem no currículo casos relevantes, como a reestruturação do Cirque du Soleil e da Gateway Casinos.
Também acumula formação de peso: NYU Stern, Columbia e estudos avançados em Harvard. Hoje, preside conselhos e participa ativamente das decisões estratégicas dos ativos sob gestão.
Quais empresas a GDA já recuperou?
A GDA Luma tem experiência comprovada em recuperações de empresas distressed via compra de dívidas e turnarounds operacionais liderados por Gabriel de Alba.
Cirque du Soleil
Gabriel de Alba, presidente do conselho, liderou a reestruturação pós-falência durante a pandemia de COVID-19, recapitalizando a companhia canadense de circo e entretenimento que estava à beira do colapso, restaurando operações e estabilidade financeira.
Gateway Casinos & Entertainment
De Alba preside o conselho da operadora de cassinos canadense, recuperada de processo de insolvência via aquisição de dívidas distressed, com foco em otimização operacional e crescimento sustentável.
Frontera Energy
Recuperada quando conhecida como Pacific Rubiales, empresa de exploração de petróleo na Colômbia; De Alba como presidente do conselho implementou reestruturação de dívida e turnaround, estabilizando a companhia.
Pat McGrath Labs
Em 2026, a GDA Luma injetou até US$ 30 milhões via Chapter 11 (US$ 10 milhões DIP financing + US$ 20 milhões pós-emergência), assumindo controle acionário como credor sênior, permitindo recapitalização e continuidade criativa com Pat McGrath como CCO.











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