Após quatro temporadas, mais de cem jogos e os títulos da Libertadores e do Brasileiro, Danilo Barbosa deixou o Botafogo para acertar com o Al-Ula, da segunda divisão da Arábia Saudita. Fora dos planos do Glorioso para 2025, o volante foi liberado para negociar e acertou com o clube árabe em agosto. Em entrevista exclusiva ao 365Scores, justificou a decisão.
— O projeto do clube me chamou muita atenção. O Al-Ula é bastante ambicioso, trouxe ótimos jogadores esse ano e tem um projeto de se estabelecer na elite no futebol local. Uma série de fatores que me fizeram trocar o Brasil pela Arábia, mas a projeção da equipe nos próximos anos com certeza foi um fator fundamental no acerto – disse ao 365Scores.

Reforço da era SAF, Danilo Barbosa acompanhou a evolução estrutural e esportiva do Botafogo. O volante fez questão de elogiar John Textor, acionista da SAF.
— Ele é uma pessoa incrível, que sempre deu as melhores condições possíveis para que nós pudéssemos desempenhar bem e focar 100% nas competições, tratava todos muito bem nos bastidores. O Textor tem um carinho muito grande pelo Botafogo e pela torcida do clube, então torço muito para que ele consiga seguir com o projeto – afirmou.
Mais respostas de Danilo Barbosa
Al-Ula
— A estrutura é boa, o clube é bastante organizado e você percebe bastante profissionalismo no dia a dia. Claro que a adaptação é de pouco em pouco, porque é outra cultura, outro estilo, mas estou feliz por aqui e pronto para ajudar o clube nos objetivos dessa temporada.
Diferenças entre futebol saudita e brasileiro
— São escolas de futebol diferentes, então existem algumas mudanças no estilo de jogo. A intensidade é diferente, o clima muito quente também interfere no andamento do jogo, mas o futebol árabe tem evoluído cada vez mais e se tornando bastante competitivo.
Adaptação
— É outra cultura, outro clima e isso demanda tempo para se adaptar totalmente. Mas dentro de campo a adaptação vem sendo muito boa, estou conseguindo jogar meu futebol e ajudar a equipe nesse ótimo início de temporada.
Davide Ancelotti
— O Davide é um grande treinador, tenho certeza que ele tem capacidade de extrair o melhor dos jogadores e crescer junto com o Botafogo. O time vem passando por uma instabilidade, mas enxergo como normal, todos estão sujeitos. O importante é se reorganizar e voltar para o caminho das vitórias.
Botafogo
— O sentimento que eu tenho pelo Botafogo é de eterna gratidão. Vivi momentos mágicos dentro do clube, junto da torcida, dos funcionários, e isso vai ficar para sempre no meu coração. Guardo muito carinho pelo Glorioso e sempre estarei na torcida pelo melhor do clube.

Volta ao Brasil
— Claro que voltar para o Brasil é uma possibilidade, conquistar uma Copa do Brasil é também um sonho, para encher ainda mais a galeria de títulos. Nesse momento eu estou 100% focado no Al-Ula, em alcançar os objetivos do clube e fazer uma linda história na Arábia, mas no futuro, quem sabe?
Vasco, Palmeiras e Botafogo
— Todos os clubes pelos quais passei no Brasil foram bastante especiais para mim. O Vasco foi o clube que me formou, me deu condições de me profissionalizar, e por isso tenho bastante carinho. Já o Palmeiras foi quem me abriu as portas do futebol brasileiro novamente, depois de quase uma década atuando na Europa, muito importante na minha carreira.
— E por fim o Botafogo, que foi o clube em que mais atuei, com mais de 100 jogos disputados e grande títulos conquistados. Acredito que esse carinho pelo Botafogo seja muito especial, por tudo que vivemos nos últimos anos, algo muito intenso. Mas todos tem um espaço especial no meu coração.













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