Técnico dos títulos da Libertadores e do Brasileiro de 2024, Artur Jorge, hoje no Al-Rayyan, voltou a lembrar a passagem pelo Botafogo. Em entrevista exclusiva ao “O Globo”, o português disse que não teve valorização após as históricas conquistas pelo Glorioso.
— A minha valorização é em cima de conquistas e de trabalho. E eu trabalhei muito, me dediquei muito, pus toda a minha paixão no trabalho, e a minha valorização veio pelos títulos. Essa é a valorização que sinto que tive e que dependia de mim próprio. Aquilo que não dependia de mim já não me compete julgar. Na verdade, quem me valorizou é quem me tem.
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Desmanche do Botafogo
— Vimos que todos nós nos valorizamos, o que fez com que houvesse uma tentação para outros lados. Era evidente que íamos ter jogadores saindo. Isso era uma questão que eu também fui vendo acontecer à minha volta, mas a minha própria valorização e aquilo que me foi proposto para sair também me fizeram pensar em mim próprio.
Declarações de Textor sobre vida pessoal de Artur Jorge
— Não tenho interesse nenhum de responder a isso (declaração de John Textor). A minha vida pessoal e a minha vida profissional se cruzaram, mas em momento algum uma teve influência em cima da outra. A minha decisão foi puramente profissional, e não há nada a acrescentar da minha vida pessoal. Estou muito bem resolvido com todas elas. Uma não impactou na outra, mas foram duas decisões importantes tomadas num momento muito próximo. Talvez isso tenha feito com que houvesse uma possível associação, mas nada tem a ver uma coisa com a outra. Minha vida profissional pode estar mais exposta a julgamento, mas a minha vida pessoal é só a minha vida pessoal, e sobre ela não falo, porque tomei as decisões que quis, no momento que quis e da forma que hoje me sinto feliz por elas.

Decisões de separação e saída do Botafogo
— Não é fácil. São duas decisões importantes na minha vida, são duas decisões que têm um impacto muito grande a todos os níveis, mas que eu diria que faz parte daquilo que eu usei durante toda a temporada de 2024, uma palavra que mais vezes repeti no vestiário, que é coragem. Coragem para mudar, para buscar o que nos faz sentir melhor. Portanto, foram duas decisões impactantes, que eu tomei de forma separada, mas sempre com a consciência de que estava indo para o caminho certo.
Relação com ex-jogadores do Botafogo
— A minha relação com todos eles é muito boa, não só com os jogadores, mas também com quem faz parte da estrutura de dentro do Botafogo. Nós vemos muitos jogos aqui quando é possível, alguns deles mais importantes, nos sacrificamos um pouquinho mais, mas vemos alguns jogos. Quando fomos ao Rio de Janeiro, tivemos um almoço com todos os jogadores do elenco que fizeram parte do nosso ano de 2024 e encontramos também com elementos das áreas médicas, da análise, da segurança e pessoas que quiseram estar conosco.



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