O Botafogo voltou a entrar no radar para possível transfer ban. A cobrança envolve valores cobrados pelo Real Betis referentes à negociação de Luiz Henrique, eleito Rei da América e campeão brasileiro e da Libertadores em 2024. Atualmente, o atacante pertence ao Zenit.
O que aconteceu
A FIFA determinou que o Botafogo deve quitar € 1,95 milhão (cerca de R$ 11,88 milhões), acrescidos de juros de 18% ao ano a partir de 2 de junho de 2025. Além disso, há multa de US$ 165 mil (aproximadamente R$ 850 mil) e custas processuais de US$ 25 mil (R$ 129 mil). A informação foi divulgada pelo advogado Marcelo Bee Sellares na rede social X.
O clube tem prazo máximo de 45 dias para efetuar o pagamento. Caso não resolva a pendência dentro do período, o Botafogo poderá sofrer novo transfer ban. Com isso, o clube fica impedido de registrar jogadores por três janelas de transferências.
Na disputa, o Betis cobrava € 2 milhões em variáveis pela transferência — atreladas à meta de 60% de partidas disputadas — além de juros de 20%. O Botafogo, por sua vez, aceitou pagar € 1,95 milhão (com desconto de 2,5% referente ao mecanismo de solidariedade) e solicitou a redução dos juros para 5%. A FIFA fixou a decisão final com os novos valores.
Sombra do transfer ban
Ameaçado pela Fifa, o Botafogo acaba de sair de um transfer ban. Neste caso, por uma dívida com o Atlanta United, pela compra do atacante Thiago Almada, também em 2024. A punição durou mais de um mês e só se resolveu após um aporte/empréstimo de John Textor junto a dois investidores.
As divergências em relação à manobra de Textor para resolver as pendências financeiras motivaram a renúncia de Thairo Arruda, então CEO da SAF Botafogo. O executivo não concordava com o modelo de empréstimo de 25 milhões de dólares — cerca de R$ 130 milhões —, com juros abusivos e garantias do acionista da SAF à GDA Luma Capital e Hutton Capital, investidores da operação.




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