Ídolo do Botafogo, Jefferson saiu em defesa do goleiro Neto, barrado e fora até da lista de relacionados do jogo contra o Nacional Potosí, no Nilton Santos. O ‘sumiço’ de Neto ocorre após uma série de falhas como titular do Alvinegro. Apesar da sequência negativa do goleiro, o ex-goleiro Jefferson estimulou a competitividade na posição.
– É uma disputa saudável e faz parte do futebol. Tem que dar oportunidade. Não pode julgar um goleiro por um, dois ou três. A gente não pode julgar um goleiro que está se adaptando, voltou de lesão, tem que dar um tempo para que ele possa realmente voltar ao ritmo. Acredito que ele vai pegar essa oportunidade, ele pode agregar muito ao Botafogo. O Léo Linck é um cara que você já não vê a incerteza, que já está querendo pegar a oportunidade. Tudo é oportunidade e sequência. Não pode fazer quatro jogos bons e sair porque errou em um. Eu acho que tem que mostrar essa confiança. O goleiro precisa disso – iniciou Jefferson em entrevista exclusiva ao “ge“.
– Eu me lembrei de uma fala do Felipão para mim quando eu tinha 17 anos. Eu estava tenso porque estava estreando e ele disse: “Guri, entra lá no jogo, não se preocupa se você tomar três, quatro ou cinco gols, você é o meu goleiro”. Isso tirou uma âncora das minhas costas, isso me mostrou confiança. Não acredito que o problema do Botafogo sejam os goleiros. Aqueles que não estão jogando podem aumentar a intensidade dos treinos para quando realmente tiverem a oportunidade já estarem bem mais preparado. Às vezes acontece isso, você precisa se retirar um pouco para poder aumentar (a carga de treinos), é normal, faz parte de todo mundo. Eu já passei por isso, às vezes eu até preferi, deixa eu aumentar, um mês aqui só pegando forte aqui, para eu poder voltar o ritmo bem. Eu acho que os três goleiros ali conseguem dar conta do recado perfeitamente – explicou Jefferson.

Adaptação
— Eu quero pegar o gancho do goleiro Neto. É um cara que eu tive a experiência de jogar com ele na Seleção Brasileira, ele de fato é um dos goleiros mais rápidos que eu já joguei. Ele é muito veloz. Talvez hoje o que está faltando para o Neto é o que eu falo para todo mundo: cada país tem seu ritmo de jogo. Aqui fora, é um ritmo para os Estados Unidos. Eu tive essa vivência, eu passei quatro anos na Turquia. O treinamento de goleiros da Turquia era muito abaixo do nosso do Brasil. Aliás, o Brasil é o lugar que mais trabalha goleiro no sentido de velocidade, potência, explosão, de tudo.
— Então, essa adaptação que o Neto esta tendo é muito difícil. Ele precisa voltar a adaptação ao treino do Brasil, ele tem potencial gigante, certamente pode agregar muito ao Botafogo. Quando eu voltei, eu achava que eu tinha desaprendido a jogar futebol. Eu passei muito tempo em um país que não tinha um específico de goleiro. A metodologia de fora é diferente. Eu falei para o treinador de goleiro que eu precisava treinar de manhã e à tarde. Eu fiquei quase um mês fazendo isso, eu precisava voltar ao ritmo do Brasil. Esses goleiros que estão vindo precisam se adaptar novamente ao ritmo do Brasil. Então não é que o cara não saiba jogar futebol, ele só precisa se adaptar – finalizou.



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