Em coletiva de imprensa após a derrota do Botafogo para o Flamengo por 3 a 0, o técnico Martín Anselmi iniciou rechaçando a ideia de que “abriu mão” do esquema com três zagueiros. Segundo o argentino, ele nunca atuou com três zagueiros no Alvinegro.
— Nenhuma partida jogamos com três zagueiros. Nos jogos anteriores Mateo Ponte defendeu lateral, hoje foi o mesmo. Dá pra explicar um montão, mas hoje não tem sentido. Por mais que eu explique hoje, eu sou burro. Quando a equipe perde, o treinador é burro – disse.
— A palavra competir eu não concordo que meus jogadore não competiram hoje. Não concordo. Acho que na primeira metade, foi uma partida igual, onde tínhamos a bola dividida. Depois uma jogada infeliz tomamos um gol. Depois, eu sempre achei que a equipe estava competindo. Outra falta nossa quando tínhamos a bola. Depois, uma bola em nosso goleiro… tenho que revisar. Desconheço essa situação. A bola estava com Raul, o árbitro tem uma conversa com ele, expulsa Barboza e muda todo o jogo. ainda assim, com um a menos, competimos. Enfim, não faz sentido falar nada hoje. Sei o que sente o torcedor. Eu também fui torcedor, insultei, viajei para ver o meu time. Eu sei o que eles sentem hoje. Então nada que eu fale vai reverter esse sentimento. Queremos reverter essa situação logo. Para mim, hoje o Botafogo é minha vida, isso sim. – declarou.

Avaliação do trabalho e pressão
— Tenho que enumerar o que estamos fazendo bem, mal, o que temos que modificar. Com relação à pressão, é um momento incômodo. É um privilégio fazer parte de um clube para o Botaofogo. Não digo para vender, é verdade. É um trabalho incômodo porque estamos todo tempo pressionados, sob observação. O segredo é tratar de reverter, sentir-se cômodo dentro do incômodo. Porque se não aguenta a pressão não pode trabalhar aqui. Para lutar contra essa pressão tem que ser muito forte de cabeça.
Montoro
— Buscamos profundidade com Jordan pela esquerda. Também sabíamos que perseguir a lateral, o Jordan tinha mais essa capacidade. A partida não pedia que entrasse Montoro. Nada mais.
Analogia sobre o time
— Não é a parte competitiva. É como uma banda de música. Tocamos bem, mas temos que tocar uma música que transmita mais, outra coisa. Isso sim.
Pós-jogo e vestiário
— Converamos entre nós. Estamos juntos, comissão, jogadores, diretoria. Vamos matar poesta camisa.
Medina
— Muito normal cair no lugar comum de ver o jogador em campo e não ver onde se move e se posiciona. Por isso os três zagueiros. Imagino em qualquer das posições. Hoje ele demonstrou que vai nos dar muito.
Goleiros
— Nós já tínhamos decidido antes do jogo contra o Barcelona de que este jogo o titular seria Raul. Porque ele estava atuando no Carioca. E no jogo seguinte também vai ser para o Raul. Acredito em nossa gente. Daqui até o mercado da metade do ano eles são nossos goleiros.
O próximo jogo do Botafogo é contra o Palmeiras, quarta, 18, às 19h (de Brasília), pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro.













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