Pela primeira vez, John Textor admitiu a possibilidade de deixar o controle da SAF Botafogo. Em entrevista exclusiva ao “ge”, o estadunidense disse que internamente “não deixam” ele investir.
– Eu prefiro ser arrastado para fora do prédio chutando, gritando e meio morto antes de deixar esse clube. Mas estou tentando colocar o meu dinheiro aqui por muito tempo. Se eu não consigo fazer isso legalmente e outra pessoa quiser pagar… Criamos um projeto, vivemos um sonho, mas queremos ganhar mais e o clube precisa de dinheiro. Se eles não me deixarem investir e outra pessoa puder, é o melhor para a torcida. Não é sobre mim, é sobre Botafogo – declarou.
“Venha com capital ou saia do caminho”
Sobre a reunião da AGE nesta segunda, 20, o empresário deu detalhes e confirmou a próxima no dia 27.
– A Eagle Bidco não apareceu. Eles disseram que sim porque mandaram advogados, mas não é o que queremos. Queremos voz, uma pessoa que sente à mesa e diga: “Não vamos deixar você cuidar do clube, John. Nós vamos cuidar do clube”. Não tivemos quórum na primeira reunião, terá outra no dia 27. Eu não me importo qual resultado será. Se eu estou dentro ou fora, desde que alguém esteja pagando as contas deste lindo clube. Os torcedores merecem. Não é a Eagle Bidco, eu sou o sócio majoritário da Eagle. É a Ares, fazendo o melhor que podem para proteger o time da França (Lyon) e sacrificar o do Brasil (Botafogo) – criticou.

– Chega de advogados, atividades nas sombras, pessoas trabalhando por baixo dos panos. Venha para a reunião, coloque suas opiniões de forma transparente, encerre a reunião, venha com capital e soluções ou saia do caminho. Fiz uma oferta de investimento de US$ 25 milhões. Só posso colocar isso em forma de dívida, o que não é saudável. Pedi autorização para meu investimento de US$ 25 milhões ser aprovado e queria votar isso. Se não for por mim, também pedi uma autorização para criar ações para atrair investidores externos – complementou.







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