Afastado do controle da SAF Botafogo pelo Tribunal Arbitral da FGV na última quinta, 23, John Textor vai recorrer da decisão. Até lá, a SAF determinou Durcesio Mello como diretor da empresa.
Para o economista botafoguense David Deccache, as medidas recentes de Textor na SAF sugerem passos calculados e possibilidade de o estadunidense reaparecer no controle como aliado do fundo GDA Luma – um dos credores mais recentes da SAF. Leia o texto de Deccache abaixo.

Ainda não dá para comemorar a queda do Textor da SAF Botafogo
Pelo histórico, ele sempre tem uma carta na manga e está jogando junto com a GDA Luma faz tempo.
Todos lembram que ele contratou um empréstimo com juros que beiram o crime para acorrentar o Botafogo ao fundo aliado (GDA). O golpe seguinte foi a cláusula gatilho que o Textor armou: assim que ele acionou a Recuperação Judicial, a dívida recente da SAF com a GDA saltou magicamente de US$ 25 milhões para US$ 55 milhões (de R$ 125 milhões para R$ 275 milhões)
Relembrando: ele criou uma dívida com taxa de juros bizarramente alta para garantir que o clube continue nas mãos de aliados, caso perdesse o controle. A Recuperação Judicial foi o botão que acionou o gatilho que ele mesmo preparou.
A GDA Luma pode aparecer a qualquer momento como “investidora”, usando o argumento de que a SAF tem uma dívida bilionária com ela. Na prática, é um “crédito” que já garante a eles um desconto de US$ 30 milhões (R$ 150 milhões) logo na largada da compra.
Como tudo que a GDA fez até agora pode ter sido combinado com o Textor, ele pode estar saindo por uma porta para entrar por outra logo ali na frente. Ou, quem sabe, apenas limpam o que resta nesse período… A ver.







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