A SAF do Botafogo informou ao Tribunal Arbitral da Fundação Getulio Vargas (FGV) que atravessa um “inegável estado pré-falimentar”. A manifestação foi enviada nesta segunda, 27, e revela o atual cenário: não há dinheiro em caixa para pagar salários de jogadores e funcionários.
O documento, segundo a ESPN, foi apresentado também ao juiz da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. A estratégia jurídica, porém, vai além do diagnóstico financeiro.
A SAF não pede, neste momento, o retorno de John Textor ao comando. O objetivo é outro: suspender qualquer direito da Eagle Bidco sobre decisões relacionadas ao futuro do clube.
Com o feriado do Dia do Trabalho (1º de maio) no radar, o clube solicitou decisão em caráter de urgência. Isso porque, na próxima segunda, 4, vencem os compromissos salariais — e, de acordo com os advogados, o Botafogo não tem recursos para quitá-los.
Há, no entanto, uma saída em curso. A própria SAF admite no documento que existe uma venda de jogador encaminhada para tentar levantar caixa no curto prazo. O nome não é citado, mas trata-se de Alexander Barboza ao Palmeiras por cerca de R$ 20 milhões.
Textor fora
No último dia 23, John Textor foi afastado do comando da SAF por decisão do Tribunal Arbitral da FGV. A medida foi tomada após o empresário protocolar o pedido de recuperação judicial sem a anuência dos demais sócios, incluindo o clube associativo e a própria Eagle Bidco.







Comentários