A SAF do Botafogo recebeu um alerta formal da BDO, empresa responsável pela auditoria do balanço de 2025, sobre a sua capacidade de continuar operando. A informação foi destacada pelo jornal “O Globo” e expõe, em termos técnicos, o tamanho da pressão financeira sobre o clube.
No relatório, a auditoria aponta “incerteza relevante sobre a continuidade operacional” da empresa. Em outras palavras: a manutenção das atividades depende diretamente de medidas urgentes para reorganizar as contas.
— “A continuidade de suas atividades depende das diversas medidas que a administração deve adotar para assegurar a recuperação financeira da Companhia e o alcance do equilíbrio econômico de suas operações” — diz trecho do documento.
E não é só o alerta. A BDO também optou por não emitir opinião sobre o balanço, algo pouco comum nesse tipo de relatório. Esse movimento costuma acontecer em cenários de instabilidade — e, neste caso, está diretamente ligado ao processo de recuperação judicial em curso.
A auditoria ainda chama atenção para outro ponto: a relação com a Eagle Football Group e o Lyon. Com o fim do modelo de “caixa único”, abriu-se uma disputa para definir responsabilidades financeiras entre os clubes da rede. Ainda há incerteza sobre quem deve — e quanto — dentro dessa engrenagem.
A dívida total da SAF saltou de R$ 1,55 bilhão para R$ 1,8 bilhão. Já o passivo circulante, aquele de curto prazo, gira na casa de R$ 1,35 bilhão. Para piorar, o patrimônio líquido está negativo em R$ 432 milhões.







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