Em entrevista ao “Charla Podcast”, o presidente do Flamengo descartou a “espanholização” do futebol brasileiro. Para defender a tese contra a polarização de Palmeiras e Flamengo, o executivo lembrou as conquistas do Botafogo em 2024.
— Eu vejo assim, não tem espanholização nenhuma. Porque lá tem padronização de gramado, lá tem liga, tem padronização de fair play financeiro, tem regras claras, tá certo? O CNRD lá funciona mais rapidamente e melhor do que no Brasil. Então, tem outras coisas, tem outras jabuticabas aqui no Brasil, que de alguma maneira nivelam isso aí. O Corinthians foi campeão da Copa do Brasil ano passado. Ganhou R$ 90 milhões, não conta nisso aí? Onde é que tá a espanholização? O Botafogo foi campeão brasileiro. Não é que ele ganhou um assim “ah, ganhou o Brasileiro igual o Leicester em 2016 na Premier League”. Não é não, irmão. Ganhou também a Champions da América do Sul – lembrou Bap.

— Já vinha muito bem em 23. Como é que o Botafogo perdeu o Brasileiro de 23 para o Palmeiras? O Botafogo é que perdeu. Como eu entendo que ano passado o Palmeiras deu chance para o Flamengo ser campeão. O Palmeiras se aproveitou da piscada que o Botafogo deu em 23. E o Flamengo se aproveitou da piscada que o Palmeiras deu em 25. Essa dinâmica do campeonato até o final, sem você saber quem vai ganhar, eu não acho que seja justo a gente falar de espanholização. Eu entendo que tem mais gente que de alguma maneira disputa. E quando você olha esses campeonatos lá de fora, os dois primeiros colocados abrem uma frente enorme de pontuação em relação aos outros. Não é o que acontece no Brasil. Então, eu entendo que quando fala-se de espanholização, eu acho que isso é mais para se dramatizar a situação. Isso pode ser uma tendência no futuro. Mas olha o que entra de dinheiro no Brasil, entendeu? Com as novas SAFs, você tem um Bahia aí com a gestão do (Grupo) City. Você olha o faturamento – concluiu.






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