A 2ª Câmara de Direito Privado rejeitou, por unanimidade, os recursos apresentados por três credores que contestavam a recuperação extrajudicial do Botafogo referente às dívidas cíveis. A informação foi publicada pelo Blog do Ancelmo Gois, do jornal O Globo.
As empresas TAM, Telefônica e Think Ball questionavam a homologação do plano aprovado em primeira instância. A recuperação extrajudicial foi validada após a SAF alcançar acordos com credores que representavam mais de 50% da dívida cível do clube associativo, estimada em mais de R$ 400 milhões.
Ainda existe a possibilidade de recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). No entanto, segundo a publicação, as chances de uma mudança no entendimento da Justiça são remotas.
Com essa decisão favorável, o Glorioso elimina mais um obstáculo no processo de reorganização financeira do clube associativo. A tendência, agora, é que as atenções se concentrem na recuperação judicial da SAF, considerada a principal frente jurídica e financeira do Botafogo neste momento.
Em paralelo às negociações jurídicas, a GDA Luma já trabalha como nova controladora da SAF Botafogo — muito embora não tenha sido anunciada oficialmente. Em campo, a empresa já encaminhou as contratações do goleiro Warleson, do zagueiro Lucas Monzón. Além disso, tem negociação avançada com o goleiro Gabriel Batista, ex-Flamengo.
Quem é a GDA Luma?
A GDA Luma é uma gestora especializada em empresas em crise financeira — os chamados ativos “distressed”. Fundada por volta de 2021, administra cerca de US$ 406 milhões e opera com uma equipe enxuta, de aproximadamente 14 profissionais.
Como a GDA Luma atua
O modelo da GDA Luma segue um roteiro bem definido no mercado financeiro.
Primeiro, identifica empresas endividadas, mas com potencial de geração de caixa. Depois, adquire dívidas com desconto relevante, geralmente com garantia. A partir daí, passa a ter influência — ou controle — sobre a operação. É o chamado perfil de “white knight” — aquele investidor que entra em cenários críticos para tentar salvar o ativo.
A partir desse ponto, vem a fase mais sensível: o turnaround — a volta por cima em tradução livre. Corte de custos, ajuste de governança, reestruturação financeira, digitalização de processos. Tudo com um objetivo claro: recuperar valor e, no futuro, vender melhor.

Gabriel de Alba
A sigla GDA vem das iniciais Gabriel de Alba, fundador e sócio-gerente da empresa, executivo com mais de 25 anos de experiência em reestruturações e passagem por mercados como Estados Unidos, Europa e Canadá.
No setor, ganhou um apelido que diz muito: “pit bull dos negócios”. A reputação vem do estilo direto.
De Alba construiu carreira atuando em operações complexas, muitas delas em cenários de recuperação judicial ou quase falência. Tem no currículo casos relevantes, como a reestruturação do Cirque du Soleil e da Gateway Casinos.
Quais empresas a GDA já recuperou?
A GDA Luma tem experiência comprovada em recuperações de empresas distressed via compra de dívidas e turnarounds operacionais liderados por Gabriel de Alba.
Cirque du Soleil
Gabriel de Alba, presidente do conselho, liderou a reestruturação pós-falência durante a pandemia de COVID-19, recapitalizando a companhia canadense de circo e entretenimento que estava à beira do colapso, restaurando operações e estabilidade financeira.
Gateway Casinos & Entertainment
De Alba preside o conselho da operadora de cassinos canadense, recuperada de processo de insolvência via aquisição de dívidas distressed, com foco em otimização operacional e crescimento sustentável.
Frontera Energy
Recuperada quando conhecida como Pacific Rubiales, empresa de exploração de petróleo na Colômbia; De Alba como presidente do conselho implementou reestruturação de dívida e turnaround, estabilizando a companhia.
Pat McGrath Labs
Em 2026, a GDA Luma injetou até US$ 30 milhões via Chapter 11 (US$ 10 milhões DIP financing + US$ 20 milhões pós-emergência), assumindo controle acionário como credor sênior, permitindo recapitalização e continuidade criativa com Pat McGrath como CCO.





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