Para avançar na conclusão da venda SAF do Botafogo para a GDA Luma, a Cork Gully LLP, administradora judicial da Eagle Football, quer que o Botafogo pague US$ 6 milhões (cerca de R$ 31 milhões) em honorários de advogados contratados por John Textor e pela holding. Além disso, exige o perdão de uma dívida de € 25 milhões (cerca de R$ 148 milhões) do Lyon com o Glorioso. A informação é do Canal do Manel.
Segundo a apuração, Gabriel de Alba, sócio-diretor da GDA Luma, não aceita assumir esse custo. Ainda de acordo com o canal, a nova exigência surpreendeu tanto o Botafogo quanto o grupo investidor. Mesmo assim, as partes seguem confiantes em um acordo e não veem problema caso seja necessário mais tempo para concluir a operação.
Outro ponto de impasse envolve o crédito que o Botafogo afirma ter a receber do Lyon. Conforme revelado pelo Canal do Manel, o presidente do clube associativo, João Paulo Magalhães Lins, recusou a possibilidade de perdoar a dívida.
Segundo a reportagem, o Botafogo entende que possui os títulos de crédito que comprovam o débito e está disposto a buscar o recebimento na Justiça, caso não haja um entendimento entre as partes.
No momento, o principal passo pendente para a conclusão da operação é a transferência das ações da SAF que pertencem à Eagle Bidco, atualmente sob administração da Cork Gully LLP, para a GDA Luma. Apesar da negociação ainda não ter sido formalmente encerrada, o novo investidor já participa da gestão do clube e realizou aportes financeiros destinados ao pagamento de despesas consideradas urgentes.
Quem é a GDA Luma?
A GDA Luma é uma gestora especializada em empresas em crise financeira — os chamados ativos “distressed”. Fundada por volta de 2021, administra cerca de US$ 406 milhões e opera com uma equipe enxuta, de aproximadamente 14 profissionais.
Como a GDA Luma atua
O modelo da GDA Luma segue um roteiro bem definido no mercado financeiro.
Primeiro, identifica empresas endividadas, mas com potencial de geração de caixa. Depois, adquire dívidas com desconto relevante, geralmente com garantia. A partir daí, passa a ter influência — ou controle — sobre a operação. É o chamado perfil de “white knight” — aquele investidor que entra em cenários críticos para tentar salvar o ativo.
A partir desse ponto, vem a fase mais sensível: o turnaround — a volta por cima em tradução livre. Corte de custos, ajuste de governança, reestruturação financeira, digitalização de processos. Tudo com um objetivo claro: recuperar valor e, no futuro, vender melhor.

Gabriel de Alba
A sigla GDA vem das iniciais Gabriel de Alba, fundador e sócio-gerente da empresa, executivo com mais de 25 anos de experiência em reestruturações e passagem por mercados como Estados Unidos, Europa e Canadá.
No setor, ganhou um apelido que diz muito: “pit bull dos negócios”. A reputação vem do estilo direto.
De Alba construiu carreira atuando em operações complexas, muitas delas em cenários de recuperação judicial ou quase falência. Tem no currículo casos relevantes, como a reestruturação do Cirque du Soleil e da Gateway Casinos.
Quais empresas a GDA já recuperou?
A GDA Luma tem experiência comprovada em recuperações de empresas distressed via compra de dívidas e turnarounds operacionais liderados por Gabriel de Alba.
Cirque du Soleil
Gabriel de Alba, presidente do conselho, liderou a reestruturação pós-falência durante a pandemia de COVID-19, recapitalizando a companhia canadense de circo e entretenimento que estava à beira do colapso, restaurando operações e estabilidade financeira.
Gateway Casinos & Entertainment
De Alba preside o conselho da operadora de cassinos canadense, recuperada de processo de insolvência via aquisição de dívidas distressed, com foco em otimização operacional e crescimento sustentável.
Frontera Energy
Recuperada quando conhecida como Pacific Rubiales, empresa de exploração de petróleo na Colômbia; De Alba como presidente do conselho implementou reestruturação de dívida e turnaround, estabilizando a companhia.
Pat McGrath Labs
Em 2026, a GDA Luma injetou até US$ 30 milhões via Chapter 11 (US$ 10 milhões DIP financing + US$ 20 milhões pós-emergência), assumindo controle acionário como credor sênior, permitindo recapitalização e continuidade criativa com Pat McGrath como CCO.











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