Herrera elege os melhores com os quais jogou no Botafogo; veja lista

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Herrera Botafogo
Foto: Satiro Sodré/AGIF

Oito anos depois da passagem pelo Botafogo, Herrera ainda guarda o Clube na memória. Campeão carioca em 2010, o atacante elegeu os melhores jogadores com os quais atuou no Alvinegro.

Jefferson, Lúcio Flávio, Maicossuel, Elkeson e Loco Abreu. Além disso, o Antônio Carlos que era muito importante na nossa zaga – enumerou em live no Canal do TF, parceiro do Fogo Na Rede.

Herrera comemora ao lado de Loco e Elkeson, no Nilton Santos. Foto: Ricardo Ramos/AGIF

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Aposentado, Herrera revelou que já está estudando para permanecer no futebol.

— Estou fazendo curso de treinador. Não sei o que vou fazer no futuro, mas é sempre bom ter essas coisas. Talvez na frente poderei fazer algo. Mas minha prioridade hoje é estar com a minha família e curti-los – garante.

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Encerramento da carreira

— Bastante tranquilo. Porque tudo tem um ponto final. Eu fui me preparando para me aposentar no Rosário Central, que foi o clube que me revelou. Graças a Deus meus últimos anos no Rosário foram ótimos, conquistamos um título depois de muitos anos. Na verdade, eu não tinha mais nada para fazer no futebol. Já tinha feito tudo que queria. Minha carreira foi muito boa. Estou feliz.

Ligação com Brasil

— Minha filha nasceu no Brasil. Sempre vou ter um carinho grande com o país. Tinha residência, mas depois de ficar muito tempo fora, não tenho mais.

Relação com Botafogo

— Um Clube que aprendi a gostar. A identificação com a torcida foi instantânea. Chegamos em janeiro e em maio já estávamos ganhando o título sobre o Flamengo. Fiquei dois anos e meio maravilhosos no Clube.

Música no Fantástico

— Não foi desrespeito ao programa. Depois do jogo (contra o São Paulo, em que marcou 3 gols), eu queria falar sobre a partida. E a primeira coisa que o repórter perguntou foi sobre música.

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Pedido de música

— Pode ser qualquer uma do Los Palmeiras, grupo aqui da Argentina, de cumbia.

Final de 2010

— Foi muito especial. Era um título que o Clube não conquistava há anos, sobretudo em cima do Flamengo. E ganhamos da maneira que foi. Ganhamos os dois turnos. Sou muito feliz de ter sido parte disso.

Expulsão em 2010

— Eu falei o que não poderia ter falado, mas foi depois de ter sido expulso. Quero deixar claro. O cara me deu um amarelo do nada, depois me deu um vermelho do nada. Sim, depois de ter sido expulso queria matar ele. Deixar fora de uma final tão importante como essa. Mas graças a Deus a gente tinha um paredão como o Jefferson que pegou o pênalti do Adriano e nos deu aquele título.

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Jefferson

— Foi um goleiro incrível. Outro dia fiz uma entrevista aqui na Argentina e me perguntaram os melhores com os quais atuei e pus Jefferson no gol. Foi o melhor.

Time de 2010

— Não era um time de craque, mas tinha uma base sólida. Por isso chegamos onde chegamos. A minha dupla com Loco Abreu foi fantástica. Fomos nos encaixando no que o Joel queria. Foi uma parceria muito boa. Nós dois fazíamos gols. Temos mais de 100 gols juntos. É um número alto. Deixamos uma marca no Clube. Fico feliz por isso, lutamos até o fim para deixar o Botafogo em cima.

Retorno ao Botafogo

— Teria sido muito bonito voltar ao Botafogo. Tenho laços com o Clube. Não tive a oportunidade de retornar, mas depois pude jogar no Rosário, que é o clube do meu coração, onde comecei.

Clube do coração no Brasil

— No Brasil, me dei muito bem no Corinthians, no Grêmio, mas no Botafogo foram dois anos e meio em que vivi coisas maravilhosas. Tenho um carinho enorme.

Por que não bateu o segundo pênalti em 2010?

— Eu vinha combinando com o Loco, cada um batia um. Durante todo o campeonato era assim. Como eu tinha batido o primeiro, o segundo era dele. Uma vez só o Loco bateu dois, contra o Fluminense, porque ele havia perdido um. O segundo pênalti era o meu. Mas ele pediu para mim e conseguiu fazer.

Relacionamento com Loco Abreu

— Mantenho contato. Final do ano fui para o Uruguai, estive em Punta del Este. Jantamos juntos, fomos para praia. Fizemos grande amizade.

Desejo de voltar ao Botafogo

— Não sei se vou continuar no futebol. Estou fazendo curso de treinador, mas ainda não sei. Lógico que se mantiver no futebol, seria lindo voltar ao Botafogo. Mas não é algo que esteja pensando hoje. Penso hoje na minha família.

Gol mais bonito com a camisa do Botafogo

— Um gol de canhota contra o Santa Cruz, na Copa do Brasil. O Loco faz a casquinha para mim e eu chuto de canhota, no Nilton Santos. Um gol contra o Volta Redonda também foi bem bonito.

Gol mais importante

— O pênalti contra o Flamengo.

Herrera comemora gol contra o Flamengo, na final do Estadual de 2010. Foto: Fabio Castro/AGIF

Honda

— Importante. Vai além do futebol, é fundamental para gerar recursos ao Clube. Vai dar muita alegria ao Botafogo.

Torcida do Botafogo

— Sensacional. Está sempre perto do jogador. Senti esse carinho sempre, sou um agradecido. Recebo muito carinho. Não tem preço.

Carli e Gatito

— Importantes e fundamentais. Carli tem muita personalidade. O Gatito é goleiraço. Estou feliz porque o Botafogo hoje pode contar com esses jogadores.

Pênalti contra o Gatito

— Eu acho que eu faço.

Reputação do Botafogo na Argentina

— Enorme. Um time muito conhecido pela história.

Messi

— Nunca vi um jogador fazer o que ele fez. Maradona eu, infelizmente, não vi em todo esplendor.

Falso sequestro do Somália

— Inacreditável. Levamos a sério, estávamos todos preocupados com a situação. Depois no outro dia soubemos que era mentira. Nossa! Foi um mês de piada com ele depois. Foi difícil o vestiário para ele depois.

Lúcio Flávio

— Me ajudou muito quando cheguei. Me recebeu de braços abertos, me deu muita tranquilidade. Queria saber como ele fazia para bater tão bem as faltas.

Pelo Botafogo, atuou por três temporadas, fez 127 jogos e 49 gols, segundo o site “oGol”. É o quinto maior artilheiro gringo do Clube.

Veja a entrevista completa:

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Sobre Diego Mesquita 1552 Artigos
Botafoguense, 36 anos. Formado em Jornalismo pela FACHA (RJ), trabalhou como assessor de imprensa do Botafogo F.R em 2010. Hoje, é setorista independente.

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