O gramado da Fonte Nova foi alvo de duras críticas de Arthur Cabral e do técnico Franclim Carvalho após a derrota do Botafogo por 2 a 1 para o Bahia, de virada, no último sábado, 30, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Na saída de campo, o centroavante do Glorioso disparou contra a arbitragem chamou o piso do estádio do Bahia de “pasto” e cobrou até o técnico Fernando Diniz, crítico dos gramados sintéticos.
— A gente foi muito prejudicado. Quando eu jogava na Europa, eu via as entrevistas e eu falava pra mim mesmo que eu não ia falar de arbitragem. Porque é muito cansativo, cara. Eu não quero falar da arbitragem, mas da falta de critério. A gente veio de um jogo em São Paulo que teve 19 minutos de bola rolando no segundo tempo. Aí chega um outro árbitro, dá amarelo por cera, expulsa o Neto. É complicado. A gente fez uma partida excelente. A gente não merecia sair derrotado hoje. Apesar de a gente ter jogado 45 minutos com um jogador a menos, a gente teve mais perto de fazer o segundo gol do que tomar o empate. Aí entra o campo também. Porque o senhor Fernando Diniz foi no nosso campo e falou que “ah, é impossível jogar nesse campo”. Aí a gente vem jogar nesse pasto aqui… é complicado. Como você cobra um gramado sintético sendo que você dá essas condições de jogo para um adversário? Não tem como você cobrar. A gente sai para jogar e pega esse campo, o campo lá de São Paulo que estava igual. É complicado. A gente tem que deixar de ser hipócrita e cobrar o que é certo e não o que nos favorece. Isso é errado, jogar num campo como esse. O Bahia é gigante, tem estádio próprio e não consegue dar um campo bom para Série A de Brasileiro? A gente não merecia sair derrotado. Esses dois meses vão servir muito para gente treinar, voltar forte e dar a volta por cima.
Já o técnico Franclim Carvalho destacou o quanto o gramado ruim prejudica o desempenho das equipes em campo.
— Este gramado é fraco para nós e para o Bahia. Este gramado é fraco, isto não há dúvida nenhuma, mas é para nós e para o Bahia. Se calhar o Bahia está mais acostumado a isso. Eu acho que prejudica os atletas do Botafogo e prejudica os atletas do Bahia que têm muita qualidade das duas equipas. Não sei como é que hão de resolver isso. Não me venham a dizer que o gramado de hoje é melhor que o sintético do Botafogo, porque não é, nem que nenhum sintético do brasileiro, não é. E eu não estou a dizer que sou a favor contra sintético. Eu não posso ser a favor de um de um gramado deste – disse.
Críticas do próprio treinador do Bahia
A má qualidade do gramado da Fonte Nova não passa no crivo nem sequer do técnico do Bahia, Rogério Ceni. Há dois anos o treinador se manifesta pública e enfaticamente sobre o assunto.
— Mas estava tendo jogo aqui no gramado ontem, se não me engano. Os caras jogaram aqui no gramado. Eu sei que o campo não é da gente, né? Mas tinha que ter um mínimo de bom senso pra se manter o espetáculo, né? Aí estavam aqui, os pastores que estavam jogando, não sei que time que era… Mas dentro do campo? Pô, aí vira várzea, né? Com todo o respeito, pelo amor de Deus – disse Rogério Ceni, em março deste de 2024.
Pouco depois, em julho do mesmo, Ceni voltou a criticar o estado do gramado.
— Hoje o maior motivo, primeiro, mais uma vez falar aqui, qualidade do gramado, a gente passa oito nove dias fora, não melhora absolutamente nada. Nem água eles têm capacidade de colocar para a bola rolar o mais rápido possível. (…) Repito, um gramado que não tem a mínima condição. É preferível ter um gramado sintético do que jogar neste gramado aqui. Aliás, é uma ideia, talvez para não perder jogo de Seleção eles não coloquem sintético. É triste ter que falar isso, mas deveriam colocar para preservar um gramado, oito dias de intervalo e não conseguem fazer nada pelo gramado, nem água conseguem colocar direito no gramado – afirmou Ceni em julho de 2024, após derrota do Bahia para o Cuiabá, na Fonte Nova.











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