Autor de dois gols na derrota para o Botafogo para o Athletico-PR por 3 a 2, nesta segunda, 24, Santi Rodríguez chegou ao Alvinegro no início de 2025 por US$ 17 milhões (cerca de R$ 85,5 milhões à época). Pouco mais de um ano depois, o meia é contestado pela torcida, muito pela expectativa gerada pelo valor investido no uruguaio.
Em entrevista ao “Glorioso Connection”, nesta terça, 25, Raphael Rezende, head scout do Botafogo à época da contratação, contou bastidores da negociação.
– O Santi chega na virada de 24 para 25. A gente abre mão de boa parte do elenco, de contrato com jogadores de mais idade, os remanescentes de 23, como Eduardo, o Tiquinho sai negociado, Tchê Tchê sai, o próprio Marçal sai e depois volta. Tem uma série de saídas de jogadores de mais idade, com contratos pesados, de salário que eram mais altos, e o elenco estava muito curto no início da temporada. O nosso debate interno, a gente não tinha treinador, passava muito, quando tinha esses nomes que geravam alguma instabilidade, não eram unanimidade na área, passavam muito por avaliar o jogador e depois mostrar o que seria ele dentro do contexto do Botafogo – iniciou.

Expectativa x realidade
– Separar as análises: o Santi é um bom jogador de futebol, para mim é indiscutível. Leitura de espaço, chegada a área consegue articular em espaço curto, é dinâmico. Não é o tipo de jogador do nosso movimento inicial de biotipo, de vencer duelos de competitividade. Não é isso, mas é um cara que poderia agregar num trabalho que já está funcionando se o treinador mostrasse uma predileção por usar jogadores que vêm do lado para dentro, que têm mais característica de meio do que ponta. Tinha uma série de senões para a utilização dele no Botafogo. Só que o elenco estava supercurto, e a gente precisava fazer os negócios para iniciar, ter um desenho, uma montagem de elenco para o início da temporada.
– E aí, o debate era como é que a gente ia substituir as saídas do Luiz Henrique e do Almada. Financeiramente falando, a intenção era não gastar o que se gastou na chegada do Luiz Henrique e do Almada, perto dos 20 milhões de euros ou de dólares. Só que isso muda o patamar de jogador que você está avaliando. Por exemplo, a gente trouxe o Matheus Martins pela metade do Luiz Henrique. Naturalmente, a chance do Matheus Martins não performar como o Luiz Henrique é gigantesca.
– O mercado não precifica absurdamente errado os jogadores a ponto dele chegar aqui e virar o Rei da América. Ele poderia ter tido um rendimento, a gente imaginava que ele tivesse um rendimento acima. Beleza, mas quando você está falando da faixa dos 10 (milhões), você está falando de um tipo de jogador. Quando você estica um pouco a corda você está falando de outro tipo de jogador. Para mim, o Santi era muito mais o jogador dessa prateleira mais abaixo que poderia dar um retorno, tecnicamente. Eu imagino que o torcedor aprove o Santi assim, mais uma vez entra, tem um impacto, enfim… Mas não era um jogador do patamar do Almada. Por mais que ele tivesse jogadores números melhores que o Almada na passagem dele na MLS – revelou.









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