Comentarista do Charla Podcast, Matheus Emanuel fez uma análise crítica sobre a atuação do Botafogo na goleada histórica para o Cienciano por 6 a 1, em Cusco, nesta quarta, 13.
— Eu já vi muito time do Botafogo modesto, pior que esse e sinceramente eu nunca vi tamanha apatia dentro de campo. Eu me abstenho de falar sobre parte técnica, parte tática. Estou falando aqui de personalidade. Então, o time do Botafogo, o treinador do Botafogo, eles não têm o direito, eles não têm o direito de abrir mão de uma partida como essa. Não tem mão, não tem. Não tem explicação, não tem justificativa, porque se tratou de um time sem personalidade, se tratou de um time que se acovardou dentro de campo a partir dos 10, 15 minutos do primeiro tempo. Um treinador que ficou completamente sem ação durante todo o primeiro tempo, até fez uma algumas mudanças depois de tomar o terceiro gol, mas já era tarde demais, já tinha que ter mexido no time antes – iniciou.
Botafogo entregue
Para dar dimensão da partida, Matheus lembrou a goleada da Alemanha sobre o Brasil por 7 a 1, na Copa do Mundo de 2014, em pleno Mineirão.
— A sensação que eu tive foi a mesma que eu tive vendo uma semifinal de Copa do Mundo, a Alemanha trucidando o Brasil jogando em Belo Horizonte na Copa do Mundo de 2014. Só que a gente não tava falando da Alemanha do outro lado. A gente tava falando do Cienciano, que é um time muito modesto do Peru. A gente vive no futebol brasileiro uma supremacia no futebol sul-americano como um todo. Não à toa os últimos cinco, seis títulos de Libertadores são de times brasileiros. Os times brasileiros sempre chegam em fases agudas da Copa Sul-Americana. E porque os times brasileiros têm um investimento muito maior do que os vizinhos – lembrou.
— A gente viu um Botafogo entregue e a gente viu um Botafogo que abriu mão do lutar pelo jogo. Botafogo não ganhou um rebote. O Botafogo não ganhava uma bola aérea. Botafogo não teve ímpeto suficiente para pressionar o Cienciano em momento nenhum. Talvez no início do segundo tempo, mas quando a vaca já tinha ido pro brejo há muito tempo, quando a situação já tava irreversível. Algo tem que ser feito. Porque não se trata de uma derrota normal, não se trata de uma situação pontual, é uma derrota que compromete não a Sul-Americana, mas compromete a temporada do Botafogo como um todo. Hoje sinceramente eu vi muita falta de respeito com a camisa de um clube tão tradicional do futebol brasileiro – concluiu.
O Botafogo enfrenta o Cienciano na próxima quinta, 20, às 21h30 (de Brasília), pelo jogo de volta da Sul-Americana. Para avançar, o time de Franclim Carvalho precisa vencer por seis gols de diferença ou cinco para levar a decisão para os pênaltis.
Antes, o Alvinegro enfrenta o Vitória, domingo, 16h, às 18h30 (de Brasília), no Barradão, pelo Campeonato Brasileiro.









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