A Eagle Football Holdings voltou à Justiça e apresentou, na última quarta, 14, um novo Agravo de Instrumento contestando a decisão da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro que retirou seus direitos políticos na SAF do Botafogo. A informação é da “ESPN”.
A holding, que tem a Ares Management como principal credora, também questiona a permanência de Durcesio Mello como diretor interino da SAF e pede tanto o afastamento definitivo do ex-presidente quanto a saída de John Textor da condução do clube.
O recurso será analisado por um desembargador do TJ-RJ. A Eagle solicita a anulação da decisão de primeira instância — ou, alternativamente, a reformulação dos termos definidos pela Justiça. Entre os pedidos estão a devolução do direito de voto dentro da SAF e a retirada de Durcesio do cargo de diretor.
Segundo os advogados da holding, mesmo afastado oficialmente, Textor seguiria exercendo influência nos bastidores do Glorioso por meio da relação com Durcesio.
— Caso a gestão temporária continue conduzindo a SAF Botafogo, poderão ser praticados atos de difícil ou impossível reversão. Entre eles, contratação de financiamento DIP [N.R.: Debtor-in-Possession Financing, mecanismo legal que permite a empresas em recuperação judicial obterem capital de giro urgente para manter operações e financiar a reestruturação], alienação de atletas, vinculação de receitas, cessão fiduciária de recebíveis, assunção de obrigações relevantes perante credores, atletas e fornecedores e negociação de acordos estruturais com terceiros — argumentam os advogados da Eagle.
O novo movimento judicial acontece em meio às negociações entre o Botafogo associativo e a GDA Luma, apontada como favorita para assumir o controle da SAF.
Atualmente, a Eagle segue dona formal de 90% das ações da empresa que controla o futebol alvinegro, mas perdeu os direitos políticos por decisão cautelar da Justiça do Rio, no contexto do processo ligado à recuperação judicial da SAF.





Comentários