Em coletiva de imprensa no CT Lonier nesta quarta, 5, o técnico Franclim Carvalho admitiu que a janela de transferências do Botafogo ainda será movimentada com chegadas e saídas. O português admitiu que o elenco está inflado e prefere trabalhar com um plantel mais enxuto.
— O mercado ainda está aberto, tenho dito isso. Nós ainda queremos ir buscar gente. Só que só vem se vier para acrescentar ao elenco, senão não vem mais ninguém. Ainda vai sair gente, vamos pensar e ver. Mesmo que não chegue mais ninguém, vai ter que sair gente. Eu tenho um elenco muito extenso e não gosto. Porque gosto que os jogadores sintam todos valorizados e importantes no processo. Eu não posso ter 28 jogadores de linha. É impossível ser justo com todos. Portanto até o final do mercado vai haver novidades. Quero buscar dois jogadores, não vou dizer posições. Se forem os que quero, senão… dentro da possibilidade do clube, não quero mais ninguém. Temos características muito diferentes nos atletas, que nos permite apresentar variabilidade de jogo e encarar todos os jogos de forma que nós possamos ajustar face ao que o adversário possa apresentar ou não. Portanto, se vierem os dois que eu quero, encantado da vida. Se não vierem, fico feliz na mesma – pontuou.
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Título Brasileiro ainda é possível?
— Não acho que seja possível. É impossível. Matematicamente é possível. Uma coisa é nós estarmos a disputar com uma equipe, outra coisa é disputarmos com seis ou sete adversários à frente. Portanto, sendo realista, a questão do Brasileiro é impossível. Obviamente que se calhar os torcedores gostavam que eu dissesse: “ah, nós temos que lutar pelo Brasileiro.” Sim, mas isto já começou há 20 rodadas atrás, nós não podemos acordar agora. Para mim, na prática, é impossível. Não adianta pensar no G4, Libertadores, pré, Sula ou evitar rebaixamento… não, adianta sim pensar jogo a jogo. Como eu já tenho dito, está tudo muito próximo. Não adianta olhar, adianta fazer nossas contas que é de 3 em 3.

Número ideal de atletas no elenco
— Eu entendo que o futebol hoje em dia é um negócio que move milhões e é muito fácil vender um atleta de 18 anos que faça 10 partidas na equipe principal. É mais difícil vender um atleta de 26 ou 27 anos que faça 10 gols em 30 jogos. Para nós termos mais espaço para a base, eu não posso ter um elenco de 24 ou 25 atletas. Com isso, 23 ou 24 de linha é o ideal, suficiente.
Disputa no gol
— Tem que ter disputa no gol, no zagueiro, lateral.. É importante que eles saibam que há essa competitividade interna porque no dia do jogo faz nos dar resposta diferente. Por isso contratamos dois goleiros e não só um. Puxamos o Cléber porque vimos que tem uma margem de crescimento grande. Ele está atrás dos dois, mas vai ter este período para ver se vai continuar ou não. No meu entender, uma equipe como o Botafogo não pode ter três goleiros de 25 ou mais. Tem que ter um jovem e dois preparadíssimos para assumir.
Huguinho suspenso
— Faz-nos falta. Muita falta porque tem nos acrescentado muito no momento do jogo. Temos duas possibilidades que podem jogar ali na função de primeiro volante. O Domingos Andrade é uma delas, está preparado para começar. Não sei se vai começar ou não. Está preparado para jogar de início, ele fisicamente responde rápido.
O Botafogo volta a campo contra o Fluminense, sábado, 8, às 21h (de Brasília), no Nilton Santos, pelo Campeonato Brasileiro.











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