Vice de finanças do Botafogo explica demissões e prevê novos cortes

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Luiz Felipe Novis Financeiro Botafogo

No início deste mês, o Botafogo comunicou demissões de funcionários. Sob a justificativa de readequação administrativa, o Clube desligou cerca de 45 profissionais. Segundo Luiz Felipe Novis, vice de finanças do Botafogo, os cortes já estavam previstos e novas demissões não estão descartadas.

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Esse corte que foi feito agora não foi para resolver o problema. Inclusive, estamos cortando 45 pessoas. Ele já foi feito imaginando-se que já teríamos a SPE, onde o Clube terá que viver de forma mais limitada. Suas receitas cairão e suas despesas terão que diminuir. Muitos dos desligados, por exemplo, eram professores de escolinhas, que têm se mostrado deficitária. Não é nem caso de suspender o contrato porque dificilmente vamos conseguir recuperar esse pessoal. Foi uma solução que resolveu se tomar agora e não adiá-la. Quem contrata é o presidente. As demissões momentaneamente estão encerradas. Ainda não vamos utilizar a MP 936 (a medida autoriza empregadores reduzirem salários e jornada de trabalho durante pandemia para preservar empregos). Dependendo de como andem as coisas, é possível novas demissões ou suspensões de contratos – disse em entrevista ao “Canal do TF”.

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‘Se fosse a solução, já teríamos cortado todos’

Novis garante que, apesar dos cortes, as finanças do Botafogo estão longe de ser equacionadas.

— A folha de todo restante do Clube é muito menor do que só do futebol. As despesas de salários com outros empregados de outras áreas é muito menor. Qualquer corte desse pessoal, em termos práticos, não teria grande peso. É uma questão objetiva. Se a questão do corte dos funcionários do clube fosse a solução, nós já teríamos cortado todos. Haveria a questão humanitária de não demitir os funcionários. Ainda assim, não resolveria o problema.

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O dirigente garante que todos os funcionários desligados foram indenizados pelo Botafogo.

— O Botafogo não tem dinheiro em caixa, mas tem créditos a receber. Nós conseguimos, por exemplo, pagar as rescisões. Todos foram pagos. O que ainda está em discussão é o FGTS que estava descoberto. Isso tem que ser negociado. E aí entra o sindicato para formalizar um acordo que juridicamente traga uma certa tranquilidade para planejar essa questão.

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Sobre Diego Mesquita 1552 Artigos
Botafoguense, 36 anos. Formado em Jornalismo pela FACHA (RJ), trabalhou como assessor de imprensa do Botafogo F.R em 2010. Hoje, é setorista independente.

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