O presidente do associativo do Botafogo, João Paulo Magalhães Lins, comentou nesta terça-feira, 14, o anúncio de que a SAF alvinegra foi colocada à venda pela administradora da Eagle Football Holdings. A declaração foi dada ao programa “Prime Time”, da CNN Brasil.
— Temos acompanhado atentamente essa briga internacional entre os sócios da Eagle Holdings, a companhia que é acionista do Botafogo. Obviamente é extremamente desagradável você estar nos classificados da Inglaterra, “vendo aqui um carro e vendo aqui o Botafogo, o Lyon.” É uma situação muito chata, mas é parte de um rito que o administrador judicial indicado pela Justiça inglesa tem que fazer para colocar os ativos “na rua”, para tentar ter ofertas sobre os ativos e tentar pagar os credores da melhor maneira — explicou.
A fala vem na esteira da publicação no Financial Times, que colocou o clube — ao lado de outros ativos do grupo — literalmente na vitrine do mercado internacional.

Diálogo aberto com Textor
João Paulo fez questão de destacar que o Botafogo não está isolado no meio do caos. Segundo ele, há conversas constantes com John Textor e outros personagens.
— Temos mantido diálogo com todas as partes envolvidas, o dono da SAF do Botafogo, John Textor, com seus sócios, os administradores. Estamos falando para tentar entender, já que somos os minoritários e estamos nos deparando com toda essa situação nova, a melhor forma de se portar para a gente garantir a proteção do Botafogo, acima de tudo sempre — disse.
Questionado sobre um possível risco institucional mais grave, o presidente foi categórico.
— Meu dever é proteger o Botafogo da melhor maneira. Estamos mantendo conversas com o John Textor regularmente. Tem risco de algumas coisas acontecerem. Risco do Botafogo acabar não existe. Isso não é caso nem da gente falar isso. O Botafogo é imortal – garantiu.
Origem da crise
É bem verdade que a crise atual não surgiu do nada. E João Paulo foi além — apontou o que, na visão dele, ajudou a pavimentar o cenário turbulento.
— O Textor é uma pessoa que fez muito pelo Botafogo. Já tive essa conversa com ele, acho que ele fez uma decisão errada em algum momento de comprar o Lyon, isso gerou um buraco de caixa na empresa dele. Foi uma pena. Virou uma bola de neve e nos atingiu — finalizou.











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