Autuori lamenta imaturidade coletiva do Botafogo após empate com Athletico-PR

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Foto: Vítor Silva / Botafogo

Após sofrer mais um gol no final da partida, no empate com o Athletico-PR, Paulo Autuori lamentou o que chamou de imaturidade coletiva do Botafogo. O empate foi o sexto do Alvinegro na competição nacional. Com o resultado, o Botafogo segue próximo à zona de rebaixamento, na 15ª posição.

— Deixamos a Arena da Baixada tristes. Mas com a moral em cima para o jogo contra o Vasco. Não admito e não aceito qualquer coisa que não seja essa. A equipe tem feito coisas extremamente interessantes e se não sair com a vitória não tem que jogar para terceiros. Tem que admitir onde está errando. Uma vez mais, a equipe joga num campo muito difícil e faz de novo um jogo de menos para mais. De novo fizemos gols. E novamente sofremos um gol quando as coisas já deviam estar completamente definidas. Temos uma equipe jovem e ainda não somos maduros coletivamente – admitiu.

— Por outro lado, temos que entender que ganhar do Botafogo, hoje, é muito difícil. Nós mesmos temos que entender que não temos ganhado os jogos. São seis pontos perdidos contra Flamengo, Corinthians e Athletico. Fazendo bons jogos, competitivos. Se somados aos que já temos, hoje nós estaríamos numa posição que talvez ninguém esperasse. Mas o que é do homem o bicho não come. Momentos assim temos que manter a tranquilidade, porque nada acontece por acaso.

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Veja mais trechos da entrevista:

Falhas individuais

— Não sou homem de falar em falhas individuais. Isso é assunto interno. Todos nós estamos sujeitos a erros. Precisamos respeitar três coisas: local, momento e as pessoas. E o momento nunca é público. As análises façam aqueles que são os responsáveis por fazê-las. A interna eu faço de forma discreta. Já falei que nossos erros eu não vou jogar para terceiros. Eu jamais justifiquei não ganhar jogos em função disso. O que eu exijo é muita moral para fazer o clássico. Não é possível repetir os jogos que fazemos e não ganharmos. Há uma tendência evolutiva. Assim como há uma tendência de acontecerem nos últimos minutos. Isso é algo real e que não pode virar característica, senão o erro é nosso em termos individuais e coletivos.

Gols no fim

— Nós, no futebol brasileiro, só falamos quando você deixa de fazer as coisas. Você esqueceu que no jogo contra o Atlético-MG, nós levamos o gol. Eu não vi ninguém falar que nós não poderíamos ter sofrido aquele gol. A não ser eu, internamente. Acabou aquele jogo, eu não estava satisfeito, porque nós temos um nível de exigência. Agora quando se ganha, se fecha os olhos para tudo. Isso é característica do futebol brasileiro.

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Ajustes

— Vamos exigir mais foco, concentração. Não quero a equipe ganhando o jogo e se colocando totalmente defensivamente. Nós não temos feito isso. São situações que temos que encontrar respostas, mesmo sem tempo para treinar. Isso não tem a ver só com o Botafogo, mas todas as equipes de Série A e B.

Rentería

— É um jogador competitivo. Cadencia quando precisa, dá velocidade. Acho que a nossa equipe tem que ser isso aí. Ou seja, variar o ritmo da posse de bola. Hora mais veloz, hora nem tanto. Agora, aqui no Brasil, é difícil você criar uma equipe madura coletivamente corrigindo erros que só podem ser corrigidos no terreno de treino. E, neste momento, nenhuma equipe pode fazê-lo. Precisamos saber o que é circunstancial e o que é característica. Como característica, temos sofrido gols no último jogo. Como característica, temos sido uma equipe competitiva. E não esperem que teremos uma equipe excepcional porque é impossível para qualquer equipe chegar a esse nível.

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Time que mais empata

— Não me preocupa para nada. Me preocupa os erros que nos fazem sofrer o empate. Nós fazemos jogos para ganhar. São jogos que estávamos a ganhar. Mérito da equipe que conseguiu fazer gols para sair da frente do adversário. Os responsáveis pela análise são importantíssimos nisso, para que dirigentes comecem a entender processos. É importante a gente entender que trabalhamos com tendências. A tendência do Botafogo é com melhor condicionamento técnico da equipe, melhorar o nível qualitativo de jogo e conseguir as vitórias que não temos conseguido nas últimas partidas.

Rhuan

— Entrou bem. Jogador interessante que dá opção de velocidade. São opções que nós temos.

Depois de empatar com o Athletico-PR, o Botafogo de Autuori recebe o embalado Vasco, domingo, 13, às 20h30, no Nilton Santos. O cruzmaltino é também o adversário do Alvinegro pela Copa do Brasil.

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Autuori lamentou resultado do Botafogo contra o Athletico-PR. Foto: Vítor Silva / Botafogo

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Sobre Diego Mesquita 1552 Artigos
Botafoguense, 36 anos. Formado em Jornalismo pela FACHA (RJ), trabalhou como assessor de imprensa do Botafogo F.R em 2010. Hoje, é setorista independente.

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