Barroca assume responsabilidade após derrota do Botafogo para São Paulo

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Barroca Botafogo São Paulo
Marcinho. Botafogo x Sao Paulo pelo Campeonato Brasileiro no Estadio Nilton Santos. 21 de Setembro de 2019, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Vitor Silva/Botafogo.rImagem protegida pela Lei do Direito Autoral Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998. r
Barroca Botafogo São Paulo
Apesar dos erros individuais, Barroca assumiu a responsabilidade da derrota sobre o São Paulo Foto: Vitor Silva/Botafogo.

Com gol no final do jogo, o São Paulo venceu o Botafogo por 2 a 1, no Nilton Santos. Hernanes e Pablo marcaram para o Tricolor Paulista. João Paulo descontou para o Alvinegro. Após a partida, o técnico Eduardo Barroca admitiu a responsabilidade sobre a derrota do Botafogo sobre o São Paulo.

Confira a coletiva na íntegra

Análise de Barroca sobre Botafogo x São Paulo

— Preciso falar que o Botafogo fez um primeiro tempo excelente, principalmente. A gente conseguiu pressionar, criar bastante chance de gol. Controlamos o jogo no meio como transformamos esse jogo em agressividade. Em alguns momentos no primeiro tempo, o São Paulo, com a qualidade que tem, pressionou. No segundo tempo eles subiram mais a marcação, que nos dificultou a ter um controle por trás. Tivemos dificuldade sobretudo de fazer esse controle.

O São Paulo trouxe o jogo para um jogo de imposição, que não é a nossa principal característica. Por isso, foi criando dificuldades para nós. Mesmo assim, entendo que o jogo ficou mais aberto.

A gente lamenta muito pela forma, mas eu preciso exaltar a luta desses jogadores. Hoje jogamos sem Diego Souza, Alex e Carli. A sequência é bastante dura, mas não dá tempo de se lamentar.

Preciso exaltar a luta dos meus jogadores. Eu sabia que precisaria fazer as trocas por motivos físicos, já no intervalo. Mas vamos virar a página e fazer um grande jogo contra o Bahia lá.

Falta de ímpeto

— Não houve. As trocas do São Paulo são trocas extremamente agressivas, todos jogadores de seleção. E o Everton, que é titular da equipe. Enfim, a gente teve dificuldades, foi ficando desgastado com o jogo. E isso nos trouxe alguns problemas principalmente para criar as chances no segundo tempo.

Victor Rangel

— Gostei muito. A gente sabia que ele se entregaria muito, porque tem essa característica. Pressionou bastante. Lutou contra os dois zagueiros do São Paulo. Tava um tempo sem jogar, então precisamos tirar. Saio satisfeito com a partida dele.

Perda de Luiz Fernando para a partida contra Bahia

— A gente perde dois jogadores para próxima partida, mas tínhamos ciência que a gente enfrentaria esse início de ciclo com jogos difíceis. Não tenho por hábito lamentar a ausência, então preciso encontrar as soluções aqui dentro. Chamar a responsabilidade pelo jogo de hoje. Precisamos absorver o resultado hoje, principalmente pela forma.

Substituições

— A primeira troca, colocar o Léo no lugar do Gustavo. O Gustavo vinha fazendo uma boa partida, mas ele também não é um jogador de imposição, é principalmente um jogador de predominância técnica. Entendi que com Léo a gente pudesse ganhar um pouco mais de chute de fora da área, profundidade.

O Victor saiu por desgaste. Como a gente estava com muita dificuldade dos enfrentamentos com o São Paulo, apostei no Luiz Fernando flutuando mais como um jogador de velocidade para que a gente pudesse usar as costas da dupla de zaga do São Paulo, mas não conseguimos.

O Alan foi pura e simplesmente por questão física. O Cícero com trinta minutos já havia me pedido para guardar a última substituição para ele. Ele estava com desconforto na perna. Eu estendi essa terceira mexida até muito próximo ali dos 41, 42 minutos. E aí o Luiz me procurou e pediu para sair, porque não estava mais aguentando. Então coloquei o Alan para fazer a função do Cícero e soltar o Cícero para fazer a função de centroavante.

Tive dois jogadores desgastados. O Marcinho também estava desgastado. Mas entendo que não foram as trocas. Méritos do São Paulo, que tem um time muito forte.

Erros individuais

— Enquanto a minha equipe tiver se dedicando desta forma, diante de tudo aquilo que a gente vem vivendo, a responsabilidade sempre vai ficar comigo. A responsabilidade do resultado negativo é sempre minha. Eles vão ser sempre blindados enquanto estiverem se dedicando desta forma.

Marcelo

— O Marcelo sepultou o pai dele ontem à tarde. Só isso mostra quem é esse jogador, principalmente o caráter que tem. Eu deixei ele à vontade se quisesse viver o luto e ele prontamente disse que queria jogar. Ele não é um campeão do futebol, é um campeão da vida. Só tenho que reverenciar pessoas com esse tipo de atitude.

Ele já tem meu respeito há muito tempo. Não só meu, mas de todos. Com certeza todos vão estar ao lado dele apoiando. Ele certamente vai superar com a família. Hoje acho que o Botafogo teve uma atitude muito boa durante boa parte do jogo. Vamos fazer os ajustes para brigar por coisas grandes na competição.

Sem Fernando e Luiz Fernando, suspensos, o Botafogo visita o Bahia, quarta (25), às 21h30, na Arena Fonte Nova.

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Sobre Diego Mesquita 1552 Artigos
Botafoguense, 36 anos. Formado em Jornalismo pela FACHA (RJ), trabalhou como assessor de imprensa do Botafogo F.R em 2010. Hoje, é setorista independente.

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