Barroca lembra sequência negativa do Botafogo: ‘A gente está na guerra’

Loja Casual FC
Barroca Botafogo Fortaleza
Thiago Gadelha / SVM

Com gol contra de Marcelo Benevenuto, o Fortaleza venceu o Botafogo por 1 a 0, no Castelão. É a terceira derrota consecutiva do Alvinegro no Brasileiro. Após a partida, Barroca tentou explicar o desempenho do Botafogo no jogo.

Barroca Botafogo Fortaleza
É a terceira derrota consecutiva do Botafogo de Barroca no Brasileiro. Thiago Gadelha / SVM

Confira a íntegra da coletiva:

O jogo

— A equipe do Fortaleza nos colocou dificuldade principalmente na imposição física. Jogo de velocidade com Edinho, Osvaldo, Romarinho e André. No segundo tempo eles voltaram com ímpeto grande. Depois do gol de bola parada, nossa equipe tentou buscou o empate de todas as formas. Naturalmente, quando você tenta buscar o empate nessas circunstâncias que estamos vivendo, você acaba desorganizando. Queríamos muito essa vitória. Diante dessas circunstâncias, não dá para falar muito. É continuar trabalhando. Estou aqui de peito aberto para defender meus jogadores. A gente não está indo para guerra. A gente está na guerra. Na competição você oscila e estamos nesse momento. Precisamos vencer o Fluminense para quebrar essa sequência. A gente ainda tem uma gordura de segurança da parte de baixo, mas precisamos superar esse momento para brigar por coisas grandes na competição.

Rogério Ceni

— A equipe do Fortaleza no Rio já era muito bem organizada. Com Zé Ricardo também entendi que, apesar dos resultados, era uma equipe muito qualificada. Com definidor experiente. É uma equipe muito bem arrumada. Sabíamos que enfretaríamos uma equipe muito difícil, independentemente do técnico.

Ciclos no Brasileiro

— Faltam seis jogos para fechar o ciclo. A gente precisa pensar no jogo a jogo. Diante das circustâncias, iniciamos o terceiro ciclo de uma forma que não gostaríamos. Precisamos voltar a pontuar, vencer dentro de casa. Queremos chegar próximo do que planejou. Se não for possível, dentro do quarto ciclo temos dez jogos para recuperar. Quando divido em ciclos, é apeans para dar referencia para gente. O fundamental é preparar da melhor forma possível, ver se a gente consegue ter os jogadores que estão fora — Alex, Carli, Gilson. É importante tê-los. Hoje a gente começou a partida com cinco jogadores formados em casa. Tem sido bom pela experiência para eles, mas é fundamental ter todos os jogadores à disposição para que a gente consiga sair dessa junto.

Sequência de três derrotas

— A gente não tinha enfrentado uma sequência de três derrotas. Não estou satisfeito, mas agora cabe a nós buscarmos soluções. Eu sou o treinador da equipe. Cabe a mim buscar, dentro da equipe que eu tenho. Não podemos mais contratar diante das dificuldades do clube. Com as substituições, tentei buscar uma criatividade maior aliado à experiência. Era uma situação que precisávamos arriscar um pouco mais. Mas o próprio contexto do jogo fez com que o potencial dele não pudesse ser posto à prova, porque jogamos contra o Fortaleza e contra o tempo.

Pouca pressão e espaçamento da equipe

— O Botafogo ficou espaçado quando precisamos fazer um jogo mais direto, que não é muito nossa característica, tanto que coloquei o Victor com Diego. Sobre a pressão, a gente tentou no primeiro tempo em alguns momentos. A equipe do Fortaleza, como estratégia, busca uma bola longa nos pontas e nos laterais. E às vezes quando você pressiona, eles conseguem sair. No primeiro tempo o Botafogo se comportou bem nesse sentido. O futebol é assim. Precisávamos aproveitar nossa oportunidade, botar vantagem, mas não conseguimos. Responsabilidade minha. Preciso recuperar os jogadores para fazer um grande jogo contra o Fluminense.

Com a derrota, o Botafogo estaciona nos 27 pontos, cai para 12ª posição e Barroca vê a distância para zona de rebaixamento diminuir. Hoje, oito pontos separam o Alvinegro do Z4.

O Fluminense é o próximo adversário do Botafogo, domingo, às 16h, no Nilton Santos.

Comentários

Sobre Diego Mesquita 1552 Artigos
Botafoguense, 36 anos. Formado em Jornalismo pela FACHA (RJ), trabalhou como assessor de imprensa do Botafogo F.R em 2010. Hoje, é setorista independente.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*


Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.