Executivo do Botafogo reforça apoio a projeto dos Moreira Salles

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Reprodução Botafogo TV.

Vice-presidente executivo do Botafogo, Luis Fernando Santos falou com exclusividade à Rádio Brasil nesta quarta (7) e abordou temas como Moreira Salles, Centro de Treinamento e consequências de um eventual rebaixamento do Clube.

Confira a exclusiva ao jornalista Luan Faro, da Rádio Brasil.

JOGO CONTRA O ATHLETICO/PR
— Não devemos subestimar a equipe deles. Jogo extremamente difícil. Talvez eles venham com o time reserva no domingo, mas isso não é importante para o resultado dos jogos. Às vezes o time reserva, para tentar demonstrar a capacidade técnica, acaba fazendo jogos mais difíceis do que os próprios titulares. É um confronto direto. Estamos praticamente empatados na tabela. Não podemos ter prejuízo elevado nos jogos, porque o custo para realização é elevado. Nós decidimos fazer 50% da capacidade do estádio com um preço bastante atrativo. Será de R$ 20 no Setor Norte a inteira e se este setor esgotar nós abriremos o setor Sul. É um fator para fazer com que o botafoguense venha ao estádio apoiar. É um momento muito importante para nos permitir chegar ao 5º lugar.

BOTAFOGO S/A
— Existe um caminho duro a ser trilhado, uma vez que nós temos o projeto conceitual que deve ser detalhado. E o tempo para aplicação é muito curto. Temos até início de janeiro, porque essa mudança só pode ser feita na janela, ou seja, no intervalo em que não há nenhuma competição sendo realizada. A expectativa é a melhor possível sobre os resultados que serão trazidos ao Botafogo, uma vez que no primeiro momento nós tornamos o Botafogo administrável. Há cinco anos, em 2014, estudos feitos naquela época demonstravam que nós tínhamos uma necessidade de R$ 350 milhões de dinheiro novo para sanear o Clube. Gestão não basta. Depende de recursos financeiros. As cobranças vão aumentando à medida que você não consegue resolver parte da dívida no primeiro ano, ela vai acumulando para os anos seguintes. Ou seja, os R$ 350 milhões que eram necessários em 5 anos não foram aportados e hoje a gente precisa de R$ 300 milhões em um ano. Nesse ponto que todo esse projeto está focado, em resolver as dívidas de curto e médio prazo e tornar o Botafogo administrável ao longo do tempo, gerando caixa suficiente não só para remunerar os investidores, mas também para melhorar o nível do departamento de futebol. Existe uma ligação quase que direta entre orçamento do futebol e resultado das competições. O Botafogo ao longo dos últimos anos tem se mantido na primeira página da tabela com um orçamento de clube da Série B. Isso se deve certamente a toda estrutura profissional que existe no departamento de futebol e, claro, ao empenho e dedicação dos atletas. Eu acho que é um caminho, uma necessidade, e a diretoria do Botafogo está profundamente empenhada em fazer com que este projeto se torne realidade. Não há nenhum obstáculo. Não existe. Nós somos botafoguenses e queremos o melhor para o Botafogo. Todo nosso conhecimento será aplicado e transferido para quem quer que seja para que o projeto dê certo.

RISCO DE REBAIXAMENTO
— Seria desastroso. Ao contrário do que ocorria no passado que o time mantinha os recursos no primeiro ano de Série B. Hoje, o clube que cai para Série B, se não tiver dinheiro em caixa para suportar um ano de operação de departamento de futeobl sem contar com recursos externos, ele praticamente vai começar a brigar de igual para igual com os outros times da Série B, tornando o retorno muito mais difícil.

CENTRO DE TREINAMENTO
— As obras sofreram um atraso proposital agora, uma parada de um mês, porque nós estamos terminando os gramados da parte alta do CT, em que haverá três campos. Com esse projeto da Botafogo S/A, encomendado pelos Moreira Salles, o CT foi objeto de análise também e existe um novo projeto em que a parte de alojamentos e administrativa, seria refeita e construído novamente num formato mais lógico, adequado para seus devidos objetivos, com custo similar ao que gastaríamos se reaproveitássemos tudo que tem. Esse novo projeto interfere nos campos da parte baixo, que mudam de posição. Os da parte alta não. Estamos aguardando uma definição da implementação do projeto da Botafogo S/A.

INÍCIO DOS TRABALHOS NO CT
— Se mantivermos o projeto atual, o CT poderá ser usado de forma parcial nos campos da parte alta. Sem dúvida. É possível que a pré-temporada de 2020 seja lá.

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Sobre Diego Mesquita 1552 Artigos
Botafoguense, 36 anos. Formado em Jornalismo pela FACHA (RJ), trabalhou como assessor de imprensa do Botafogo F.R em 2010. Hoje, é setorista independente.

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